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Porto Alegre, segunda-feira, 09 de setembro de 2019.
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Edição impressa de 09/09/2019. Alterada em 08/09 às 21h55min

Gaúchos apostam em seguro de vida

RS bateu mais que o dobro da média nacional na modalidade individual de apólices

RS bateu mais que o dobro da média nacional na modalidade individual de apólices


IJEAB - FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Pedro Carrizo e agências
De 2016 para 2017, o Rio Grande do Sul registrou uma queda de pouco mais de 4% na contratação de seguros de vida individuais, modalidade em que uma pessoa física solicita uma apólice. No mesmo período, o segmento cresceu 13% em nível nacional, de acordo com dados Superintendência de Seguros Privados (Susep). Porém, apenas um ano após o déficit, em 2018, o Estado cresceu em 46% a contratação de seguros de vida individuais. Isto é mais que o dobro da média nacional no período, que registrou um aumento de 20%.
De 2016 para 2017, o Rio Grande do Sul registrou uma queda de pouco mais de 4% na contratação de seguros de vida individuais, modalidade em que uma pessoa física solicita uma apólice. No mesmo período, o segmento cresceu 13% em nível nacional, de acordo com dados Superintendência de Seguros Privados (Susep). Porém, apenas um ano após o déficit, em 2018, o Estado cresceu em 46% a contratação de seguros de vida individuais. Isto é mais que o dobro da média nacional no período, que registrou um aumento de 20%.
O crescimento vertiginoso dos seguros de pessoas, na qual o seguro de vida está inserido, é impulsionado pela modalidade individual. Nos primeiros cinco meses deste ano, de janeiro a maio, os seguros de vida individuais apresentaram um crescimento no País de 93%, em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados da FenaPrevi. Somando as contratações individuais e coletivas, o crescimento é de 27%.
No Estado, segundo o vice-presidente comercial e regional da Prudential do Brasil, André Paiva, o fenômeno acompanha o cenário nacional. A companhia registrou, de 2017 para 2018, um crescimento de 65% em contratos individuais em solo gaúcho. "O crescimento na modalidade está muito mais aquecido do que a coletiva, que depende de negociações trabalhistas. Os dados mostram que gaúchos estão mais precavidos", afirma Paiva.
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Para Alejandra Stratta, superintendente comercial da Mongeral Aegon, seguradora que atua há 17 anos em Porto Alegre, os fatores que alavancam o mercado de seguros de pessoas passam pela insegurança da população frente a Previdência Social e planos de saúde. "Justamente pela incerteza de hoje, as pessoas acabam despertando para a contratação de seguros de vida. Além disso, há muitos problemas em relação aos altos custos de se manter um plano de saúde", ressalta a superintendente.
Outro ponto que influencia a contratação em períodos de instabilidade econômica, segundo o advogado da Xavier Advogados Matheus Paludo, especialista em seguros de pessoas, é a estrutura familiar do brasileiro, sedimentada em apenas um provedor, o que promove a reflexão sobre o futuro financeiro da família.
Assim, a insegurança por parte da população aos serviços de saúde e proteções por invalidez abre brecha para uma nova concorrência, que busca desmistificar o conceito popular a ela empregado: que o seguro de vida é um seguro de morte. "Durante muito tempo foi difícil vender esse tipo de seguro porque as pessoas não gostam de pensar que algo ruim vá acontecer", acrescenta Paludo.
No caso da Mongeral Aegon, os serviços mais buscados por gaúchos são, justamente, os que pagam o segurado em vida. O serviço de Doenças de Incapacidade Temporária (DIT), por exemplo, registrou um aumento na procura de 68%. Também serviços como os que cobrem doenças graves (DG) e internações hospitalares (DIH) estão entre os mais procurados. Já o produto básico com maior representatividade no estado da Prudential do Brasil é o Vida Inteira, que cobre morte, invalidez e mais a dispensa de prêmio, onde 95% dos clientes ativos do Rio Grande do Sul possuem essa cobertura. A seguradora é líder brasileira no segmento individual, segundo ranking da Susep.
De acordo com Paiva, o aquecimento do mercado gaúcho de seguros de vida tem relação com o nível de empregabilidade. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua colocou o Rio Grande do Sul com o segundo menor índice de desemprego do Brasil (8%). "O mercado de trabalho da região também tem, tradicionalmente, uma parcela maior de trabalhadores formalizados e taxas de desemprego mais baixas, o que forma uma base mais firme para o consumo", diz o vice-presidente comercial e regional da Prudential do Brasil.
Porto Alegre, Região Metropolitana e Serra estão os principais polos de contratação na modalidade vida individual. Atualmente, o Rio Grande do Sul é o quinto no ranking brasileiro de prêmios diretos em seguros de vida, segundo dados da Susep de 2018, com R$ 222.068.684. Na frente, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná, respectivamente.
Tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul o perfil do contratante é formado por homens, de classe média e alta. Mesmo assim, cresce exponencialmente a participação feminina. No caso da Prudential, nos últimos cinco anos o público feminino foi responsável por um crescimento de 88% no número de apólices. Hoje, as mulheres ocupam 39% da base de clientes ativos da companhia. Na BB Seguros, por exemplo, há seguros de vida específicos para mulheres desde 2003, com coberturas para câncer de mama e colo de útero.

Seguros de vida individuais e coletivos sofrem influência distinta da economia

Paiva defende a educação financeira para mudança de cultura

Paiva defende a educação financeira para mudança de cultura


REPRODUÇÃO PRUDENTIAL/DIVULGAÇÃO/JC
Embora façam parte de um mesmo pacote, os seguros de vida individuais e coletivos têm comportamentos distintos frente as mudanças políticas e econômicas no País. Com uma movimentação financeira maior - em maio de 2019 registrou R$ 1.021,32, segundo dados da FenaPrevi - os seguros coletivos dependem de acordos e negociações trabalhistas. Já a modalidade individual, que movimentou R$ 554,65 no mesmo período, tem relação com o poder aquisitivo e a organização de cada um.
"Enquanto o seguro coletivo necessita de atuação sindical, o individual precisa de educação financeira, uma mudança cultural de cuidado com o patrimônio de gerações futuras", acrescenta o vice-presidente comercial e regional da Prudential do Brasil, André Paiva.
De forma resumida, o seguro de vida individual envolve duas partes: a seguradora e o segurado. Já uma apólice de vida em grupo conta com a figura do estipulante, que é o representante dos segurados. É ele quem assina contrato com a seguradora e inclui quantas pessoas quiser. Neste caso, ao contrário do individual, a apólice é renovada de tempos em tempos, momentos em que tanto a seguradora quanto o estipulante têm o direito de não renovar o contrato.
"Seguros de vida sempre foram muito comuns no meio empresarial, mas há um tempo as seguradoras estão focando mais para pessoas físicas, que sempre foi considerado mais lucrativo, mas também mais difícil de vender", explica o advogado da Xavier Advogados Matheus Paludo, especialista em seguros de vida.
Segundo Paludo, a modalidade individual começou a crescer no país, justamente, quando funcionários egressos de sistema de seguro de vida coletiva começaram a se sentir confortável com esse tipo de cobertura e a contratar de forma física. Porém, acrescenta o especialista, o nível de empregabilidade também influencia na contratação individual, já que esse tipo de cobertura é mais cara.
Na filial da Mongeral Aegon em Porto Alegre, por exemplo, a carteira de clientes é formada, principalmente, por profissionais liberais, como médicos, dentistas, advogados e fisioterapeutas, explica Alejandra Stratta, superintendente comercial da seguradora.

Cobertura de pessoassupera a de automóveis

Karina atribui aumento das vendas à conscientização do público

Karina atribui aumento das vendas à conscientização do público


/REPRODUÇÃO BB SEG/DIVULGAÇÃO/JC
Em 2017, pela primeira vez na história os seguros pessoais no país superou os seguros de automóveis. Embora a venda de carros no Brasil, assim como a contratação de apólices não estejam em queda, cada vez mais o mercado segurador aposta coberturas relacionadas à vida.
De acordo com Karina Massimoto, superintendente de seguros de Pessoas da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, o mercado tem crescido significativamente no seguro de pessoas e isso é fruto de uma conscientização do público, mas também da divulgação por parte das seguradoras de outros produtos, que também são muito importantes, como o de vida. "O brasileiro sempre foi muito preocupado com os bens materiais, por isso a contratação de seguros de automóveis foi, durante muito tempo, maior. Isto está mudando", pontua Karina.
Para a superintendente comercial da Mongeral Aegon, Alejandra Stratta, a conjuntura inédita no Brasil reflete no foco das seguradoras, que entendendo as mudanças culturais em relação ao consumo de carro, passam a oferecer com mais ênfase outros serviços. Em comparação com o de automóvel, o seguro de vida é muito mais lucrativo para o corretor que vende a apólice, mas também requer especialização na hora da abordagem, conforme explica o advogado da Xavier Advogados Matheus Paludo, especialista em seguros de vida.
Segundo Paludo, a cobertura de apólices ligadas a vida é mais lucrativa porque apenas é uma ou duas vezes; não depende de um estrutura de acompanhamento tão grande quanto no seguros de automóveis e depois de feita a venda, são poucos os contatos entre o corretor e cliente. Por isso, acrescenta o especialista, os corretores estão se especializando nas formas de abordagem desse contrato, já que o crescimento da modalidade é alavancado pelo trabalho do corretor. Por exemplo, em 2012, no Rio Grande do Sul, a Prudential do Brasil tinha 23 corretores especializados neste tipo de abordagem.

Prestamista é porta de entrada para apólices de vida

O seguro prestamista faz a cobertura do pagamento de parcelas realizadas em compras a prazo, no caso de morte ou invalidez do segurado. Segundo Karina Massimoto, superintendente de seguros de Pessoas da Brasilseg, uma empresa BB Seguros, é a partir dessa cobertura que os clientes passam a mudar a percepção sobre as vantagens de seguros de vida."Por isso, no primeiro semestre deste ano investimos nesse tipo de cobertura. No segundo semestre, nosso foco incide sobre a vida", acrescenta.
Para a instituição que concede o crédito, o seguro prestamista é uma garantia de que a inadimplência poderá ser evitada, no caso de morte ou invalidez ou desemprego involuntário ou perda de renda do segurado.
De acordo com levantamento da FenaPrevi, a modalidade prestamista registrou um volume de R$ 5,63 bilhões em prêmios nos primeiros cinco meses de 2019, valor 24,55% maior que o verificado em igual período de 2018. Enquanto a média nacional não passou dos 25%, na BB Seguros a modalidade cresceu 94% no mesmo período.
"Entendemos que, como o seguro prestamista está atrelado ao crédito, ele ajuda muito no varejo, mas também é importante para a percepção dos clientes em relação ao seguro de vida, já que o prestamista", diz Karina.
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