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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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Leitura

Edição impressa de 26/08/2019. Alterada em 26/08 às 03h00min

HISTÓRIA

resenha - empresas & negócios - Guerreiros

resenha - empresas & negócios - Guerreiros


/Reprodução/JC
Em "Ganhadores", o historiador João José Reis reconstitui a história dos negros de ganho, ou ganhadores, protagonistas de uma insólita greve que paralisou o transporte na capital baiana durante vários dias em 1857. Esses trabalhadores escravizados, libertos ou livres, todos africanos ou seus descendentes, se organizavam em grupos de trabalho e percorriam a cidade de cima a baixo fazendo todo tipo de serviço, sobretudo o carrego de pessoas e objetos ou a venda de alimentos e outras mercadorias.
Em "Ganhadores", o historiador João José Reis reconstitui a história dos negros de ganho, ou ganhadores, protagonistas de uma insólita greve que paralisou o transporte na capital baiana durante vários dias em 1857. Esses trabalhadores escravizados, libertos ou livres, todos africanos ou seus descendentes, se organizavam em grupos de trabalho e percorriam a cidade de cima a baixo fazendo todo tipo de serviço, sobretudo o carrego de pessoas e objetos ou a venda de alimentos e outras mercadorias.
Em 1857, porém, a Câmara Municipal baixou uma postura impondo-lhes medidas que combinavam arrocho fiscal e controle policial. Mas os ganhadores, que já viviam dia e noite sob a vigilância e a violência de autoridades, senhores e "cidadãos de bem", não deixariam-se abater. O resultado foi a primeira mobilização grevista no Brasil a paralisar todo um setor vital da economia urbana.
Baseado em ampla investigação em documentos escritos, impressos e iconográficos, Ganhadores é um livro revelador e essencial para se compreender a intrincada rede de relações sociais, econômicas e culturais que estruturava a sociedade baiana do século XIX, ancorada na instituição da escravidão e caracterizada por um sistema de controle baseado numa economia de favores e domínio paternalista. Se o episódio de resistência aqui narrado trata mais especificamente da Bahia do século XIX, ele tem muito a dizer sobre as relações e opressões socioeconômicas e raciais no Brasil de hoje.
Ganhadores; João José Reis; Companhia das Letras; 456 páginas; R$ 99,90; disponível em versão digital

CONTEXTO

resenha - empresas & negócios - Os Onze

resenha - empresas & negócios - Os Onze


/Reprodução/JC
Desde o julgamento da ação penal 470, mais conhecida como Mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) viu-se no centro do debate nacional. Seus integrantes se tornaram amplamente conhecidos e, também por isso, passaram a usar a opinião pública como fundamento para seus votos. Nos turbulentos anos de uma das maiores crises políticas e econômicas que o país já viveu, o protagonismo a que foi alçado o tribunal criou um conjunto novo de desafios.
O jornalista Felipe Recondo, especialista na cobertura do STF, acompanha e analisa o cotidiano do Supremo há mais de uma década. Luiz Weber estuda o funcionamento do tribunal e analisa os movimentos e forças políticas que interagem com o STF.
Ao longo de anos, os dois realizaram centenas de entrevistas para escrever "Os onze: O STF, seus bastidores e suas crises". O livro traz histórias que permitem descrever os contornos, causas e consequências dos grandes casos que envolveram o tribunal, incluindo o recente e polêmico inquérito sobre fake news aberto por Dias Toffoli e comandado por Alexandre de Moraes. A obra traz as dinâmicas da última instância do poder judiciário. Onze é o número de ministros do Supremo, que atuam como "onze ilhas". A expressão foi cunhada pelo ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence e se consolidou como chave de interpretação para o funcionamento do tribunal, com a proliferação de decisões monocráticas e a sucessão de embates internos.
Os Onze: o STF, seus bastidores e suas crises; Felipe Recondo e Luiz Weber; Companhia das Letras; 376 páginas; R$ 59,90

EMPRESAS

resenha - empresas & negócios - recuperação judicial

resenha - empresas & negócios - recuperação judicial


/Reprodução/JC
A recuperação judicial tem o objetivo de superar a situação de crise econômico-financeira de uma empresa, a fim de manter o funcionamento da organização e evitar seu fechamento. Há cerca de dez anos, a Lei de Recuperação e Falências tem sido o instrumento no qual as empresas se valem para reestruturar suas atividades.
A identificação da crise pelo empresário é essencial, já que muitas empresas recorrem à lei de forma tardia, quando seu patrimônio pessoal já está dado em garantia ou quando a operação não é mais viável. Em "Recuperação judicial de empresas médias e pequenas: Guia prático para o credor a o devedor", escrito por Julio Cesar Teixeira de Siqueira, o leitor encontrará os passo necessários para cumprir a etapa dolorosa, mas necessária, da recuperação.
O livro destina-se para os micro, pequenos ou médios empresários, os quais nem sempre têm como custear a assessoria técnica especializada para acompanhar o processo de reestruturação. A publicação não pretende sugerir a substituição de profissionais que atuam na recuperação judicial, mas sim propagar conhecimento acerca do assunto, uma vez que o autor classifica os profissionais como "indispensáveis para a reestruturação das atividades". Siqueira é graduado em Administração de Empresas pela Universidade Cidade de São Paulo e bacharel em Ciências Contábeis pela Faculdade Trevisan.
Recuperação judicial de empresas médias e pequenas: Guia prático para o credor ao devedor; Júlio César Teixeira; Trevisan Editora; 192 páginas; R$ 59,90
 
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