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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de julho de 2019.
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Com a Palavra

Edição impressa de 08/07/2019. Alterada em 08/07 às 03h00min

Smart busca integrar imóveis com cidades

Profissional almeja uma arquitetura que atenda às aspirações de vida contemporânea e suas aspirações

Profissional almeja uma arquitetura que atenda às aspirações de vida contemporânea e suas aspirações


/EDUARDA PETERS/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
Diretor do Núcleo de Incorporação da gaúcha Smart, o arquiteto e urbanista Márcio Carvalho tem entre suas metas de longo prazo o desejo de transformar cidades em espaços inteligentes, que propiciem maior interatividade com as pessoas. Há 10 anos no ramo de desenvolvimento imobiliário erguendo prédios conceituais próprios, de alto padrão, ele e o sócio Ricardo Ruschel passaram a atuar também na coparticipação de projetos de grandes incorporadoras, como Maiojama, Cyrela e Wolens.
Diretor do Núcleo de Incorporação da gaúcha Smart, o arquiteto e urbanista Márcio Carvalho tem entre suas metas de longo prazo o desejo de transformar cidades em espaços inteligentes, que propiciem maior interatividade com as pessoas. Há 10 anos no ramo de desenvolvimento imobiliário erguendo prédios conceituais próprios, de alto padrão, ele e o sócio Ricardo Ruschel passaram a atuar também na coparticipação de projetos de grandes incorporadoras, como Maiojama, Cyrela e Wolens.
JC Empresas & Negócios - Os prédios da Smart carregam conceitos e têm poucas unidades. Como é trabalhar em projetos de incorporadoras responsáveis pela construção de centenas de unidades habitacionais em um mesmo empreendimento?
Márcio Carvalho - Basta pensar na forma como a hotelaria consegue tratar qualitativamente 600 unidades, por exemplo: acreditamos que não pode ter muita diferença nos resultados quando se trata de mercado imobiliário. A Smart se divide atualmente em dois núcleos para atender às demandas da empresa: estamos com 80 unidades da nossa produção boutique dentro do Núcleo de Incorporação e outras 1.500 unidades contratadas em desenvolvimento dentro do Núcleo de Projetos (dirigido pelo Ricardo Ruschel). São os mais variados tipos de empreendimentos, desde salas comerciais ou prédios residenciais, com apartamentos de todos os portes (desde 25m² até 250m²). E tem sido muito bom, porque toda a linguagem de tecnologia unida a boas práticas que testamos na incorporação de projetos próprios estão sendo implementando nestes de maior escala. E o mercado tem reconhecido, porque são iniciativas bem focadas na sustentabilidade.
JC Empresas & Negócios - Quais práticas, por exemplo?
Carvalho - Partimos do princípio que as pessoas querem estar conectadas ao ritmo da cidade, mas também têm necessidade de se isolar. Um exemplo são as tecnologias sofisticadas que impedem que a unidade seja vulnerável a barulhos externos e internos de um edifício. No caso dos residenciais assinados pela Smart, todos têm vidros duplos e esquadrias de alta performance, por exemplo. O uso de isolamento acústico de contrapiso,nem é novidade, pois isso se fazia nos anos de 1970, mas parou de se fazer porque encarece o produto. Outros dois exemplos de recursos passam por dar a possibilidade de aquecimento de piso em banheiros, que, neste caso, pode ser regulado a uma temperatura de 25ºC no inverno; ou acender luzes e fechar portas através de comando de voz. Esses são alguns recursos, entre uma série de outras soluções menores que nem possuem tecnologia, apenas são implementadas de forma diferente, como deixar o misturador do chuveiro ao lado da porta e não embaixo da ducha.
JC Empresas & Negócios - Como o mercado pode se qualificar para acompanhar a transformação de uma cidade?
Carvalho - Acreditamos que um movimento de qualificação do mercado imobiliário passa pelo protagonismo da arquitetura dos prédios. E é possível viabilizar uma arquitetura responsável, com significado e essência no mercado imobiliário. E quando digo isso, ressalto que não queremos apenas uma arquitetura contemporânea, queremos uma arquitetura que atenda às aspirações da vida contemporânea e suas transformações. Que reconheça estes valores e estabeleça um diálogo positivo e propositivo com a cidade. Estamos nos preparando para lançar o projeto mais icônico da Smart neste sentido, um empreendimento na orla do Guaíba, com 26 residências de 220m² a 470m² de vista perene para o rio. São apartamentos de alto padrão, onde pensamos em ousar, com detalhes que incluem paredes formadas com esquadrias de vidro e que apresentem a mesma performance de paredes de alvenaria. Atualmente, estamos aguardando a licença para iniciar a obra no quarto trimestre.
JC Empresas & Negócios - A decisão de construir este prédio em frente ao Guaíba teve relação com a revitalização da orla?
Carvalho - Quando a gente decidiu entrar no negócio, ainda não tinha nada ali. Hoje, o Pontal, a ciclovia, tudo agrega. Um dos nossos desejos é que, mesmo que o projeto da orla do Guaíba não chegue até o nosso empreendimento, é pensar no que podemos fazer para contribuir para o entorno, ainda que seja através de paisagismo.
JC Empresas & Negócios - Como é, para um arquiteto, apostar no ramo de incorporações?
Carvalho - Fomos nos inspirando em exemplos de países como a Argentina, onde isso é bastante comum. Mesmo no Brasil, há fontes de inspiração com prédios incríveis que foram construídos nas décadas de 1950 ou 1960, que são exemplos de excelência. Mas há também muita das coisas que vemos no mercado imobiliário brasileiro que ainda ecoam práticas de programas como o antigo Banco Nacional da Habitação (BNH), já na década de 1970. Foi um período em que a arquitetura ficou de lado, para focar mais na infraestrutura - a engenharia - dos empreendimentos, que eram construídos com condições mínimas de habitabilidade. O mesmo movimento de infraestrutura está ocorrendo atualmente com o programa Minha Casa Minha Vida.
JC Empresas & Negócios - Quais as metas do Núcleo de Projetos para os próximos anos?
Carvalho - O primeiro projeto do Núcleo se iniciou em 2014 com a Maiojama e hoje somamos 10 projetos de coparticipação, com impacto de 1.500 unidades que já foram lançadas ou serão nos próximos anos. O impacto econômico só do que já está contratado é de mais de R$ 1 bilhão. A partir daí, se somarmos os projetos da Smart, somam R$ 1,2 bilhão de empreendimentos centrados na qualidade da arquitetura em andamento. Em prospecção, temos mais R$ 1,5 bilhão. Nossa meta é concretizar este impacto econômico de R$ 3 bilhões nos próximos 10 anos, com 30 obras realizadas.
 
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