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Porto Alegre, segunda-feira, 27 de maio de 2019.
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Consumo

Edição impressa de 27/05/2019. Alterada em 27/05 às 03h00min

Atenção às fraudes em cartões

CAPA DO CADERNO CONTABILIDADE.

NA FOTO: DISFARCE DAS FATURAS. NESTA ÉPOCA DO ANO AS FRAUDES AUMENTAM NOS DOCUMENTOS PARA PAGAMENTO NOS BANCOS.

CAPA DO CADERNO CONTABILIDADE. NA FOTO: DISFARCE DAS FATURAS. NESTA ÉPOCA DO ANO AS FRAUDES AUMENTAM NOS DOCUMENTOS PARA PAGAMENTO NOS BANCOS.


/GABRIELA DI BELLA/ARQUIVO/JC

Em 12 meses, fechados em março, 8,9 milhões de brasileiros foram vítimas de fraude. Desse total, 3,65 milhões de pessoas, o que corresponde a 41%, tiveram seus cartões de crédito clonados, aponta pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). A expansão do comércio on-line, a ampliação do uso de aplicativos, a disseminação de links maliciosos por e-mail e redes sociais e a proliferação de "maquininhas" ligadas a redes Wi-Fi são algumas das explicações para que a clonagem de cartão de crédito seja hoje a fraude mais comum no País.

"A clonagem prejudica o consumidor, que enfrenta burocracia para provar que aquela compra não é sua e, algumas vezes, acaba arcando com o custo. E também traz perdas ao comércio, quando a operadora do cartão não paga pela compra ou aumenta a sua taxa de administração pelo crescimento do número de fraudes", ressalta Noilton Pimentel, gerente do bureau de crédito do SPC, informando que aumentou para 11% a clonagem de cartões de débito.

Segundo o raio X da Fraude 2018, da consultoria Konduto, no ano passado houve uma tentativa de fraude a cada 6,5 segundos no e-commerce brasileiro. Gerson Rolim, conselheiro do Observatório de Gestão de Fraude da Camara-e.net, diz que os phishings - golpes criados a partir da engenharia social, que usam atrativos para o consumidor clicar em links maliciosos - são a principal estratégia usada pelos criminosos para clonar dados.

"O Brasil está no topo do ranking quando se fala em phishing. A ordem é nunca clicar em links enviados por e-mail ou redes sociais. Desconfie de ofertas mirabolantes. Sempre abra a página oficial da empresa e confira, clicando no cadeado, se as informações batem com a instituição que você procura. Nas transações feitas em sites oficiais o risco de clonagem é baixo", afirma.

A engenheira Thaís Almeida, de 41 anos, também adotou a mesma política de uso de cartões virtuais após ser vítima de clonagem. Em 2015, durante uma viagem a Bonito, no Mato Grosso do Sul, foi notificada de uma compra de
R$ 200,00 em uma loja em São Paulo. Este ano, o crime se repetiu com outro cartão, este no nome de seu marido. Ela acredita que os dados foram roubados ao pagar um lanche. "Estranhamos que o atendente demorou muito com o cartão na mão, mas deixamos para lá. Logo depois, vimos que tinha sido feita uma compra de R$ 300,00 pela internet."

De fato, para compras on-line, só se precisa ter em mãos o nome do consumidor, o número e o código de segurança escrito do cartão. Para evitar que a fraude se repita, ela adotou uma medida simples. "Colei uma fita adesiva colorida sobre o código de segurança para impedir que alguém tente copiá-lo", ensina, acrescentando que o banco ressarciu o prejuízo em ambas as vezes.

O adesivo adotado pela engenheira é uma das medidas recomendadas pela economista Ione Amorim, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). "Além disso, o consumidor não deve se afastar do cartão e sempre conferir quando for entregue, se aquele é mesmo o seu. Pela praticidade, abrimos mão da segurança, por exemplo, ao fazer pagamentos em maquininhas ligadas a redes Wi-Fi, o que nos deixa muito mais expostos. É uma operação que deve ser evitada."

Consultada, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) afirmou que o sistema de pagamento eletrônico do País é um dos mais evoluídos do mundo, principalmente no âmbito da segurança. A entidade acrescenta que as empresas do setor investem em tecnologias que monitoram em tempo real os comportamentos de uso dos cartões e detectam possíveis compras indevidas. A Abecs ainda mantém um comitê dedicado ao aprimoramento da segurança.

Confira as orientações para evitar dissabores

Rede aberta: Evite usar seus cartões em redes conectadas por Wi-Fi. Nas redes abertas é maior a exposição à clonagem.
Olho no cartão: Não permita que o cartão seja tirado do seu campo de visão. Usar um adesivo sobre o número de segurança no verso do cartão pode ser eficaz para reduzir a clonagem em operações em lojas físicas. Lembre-se de que com seu nome, número do cartão e o do código de segurança, é possível comprar on-line.
Máquina: Ao digitar sua senha na máquina, verifique se os números aparecem no visor. Uma armadilha comum é pedir para o cliente digitar no campo do valor, deixando visível a senha.
Perda de documentos: Em caso de perda, furto ou roubos de documentos, faça Boletim de Ocorrência (BO) na polícia e um alerta às empresas, gratuitamente, via SPC. Basta levar cópia do BO a um dos postos do SPC (confira os postos no bit.ly/2hqYA16).
Cartão virtual: Nas compras on-line dê preferência aos cartões virtuais, válidos apenas para uma operação.
Confirmação: Habilite as funções de envio de SMS ou e-mail para confirmação de operações com cartão. O recurso ajuda a identificar com maior rapidez casos de fraude.
Phishing: Não clique em links enviados por e-mail ou rede social. Sempre vá ao site da empresa e verifique se tem cadeado no endereço on-line. Ao clicar no cadeado, aparecem dados da empresa.
Ofertas: Desconfie de promoções com preços muito abaixo do mercado.
Não recomendados: Antes de ir às compras, confira a lista dos sites não recomendado pelo Procon-SP (bit.ly/SKcpsf) e dicas para se proteger (bit.ly/30tfJvS).
 
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