Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 20 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

COMENTAR | CORRIGIR

consumo

Edição impressa de 20/05/2019. Alterada em 20/05 às 03h00min

Novo sopro para a venda porta em porta

Magazine Luiza conta com revendedores para divulgar os produtos da loja on-line desde 2011

Magazine Luiza conta com revendedores para divulgar os produtos da loja on-line desde 2011


/MAGAZINE LUIZA/REPRODUÇÃO/JC

Em tempos de internet e vendas por aplicativos, empresas de setores variados apostam em novos projetos no tradicional porta em porta. Agora, o modelo vem reformulado, com catálogos virtuais e apps que permitem divulgar produtos via WhatsApp, gerenciar o relacionamento com clientes e fechar vendas.

O modelo foi adotado recentemente até por companhias que nasceram digitais, como a Wine, loja on-line de vinhos. A empresa lançou unidade de negócios para a venda de lotes de ao menos 12 produtos. Annelise Passos, gestora de negócios da Wine Eventos, diz que a companhia percebeu a oportunidade ao notar que muitas pessoas ligavam para a central de atendimento da companhia pedindo indicações de vinhos para festas.

O revendedor recebe treinamento on-line para estar preparado para dar sugestões, atraindo clientes que estavam indo comprar em lojas físicas de distribuidores, diz. A companhia conta com 1.200 revendedores em 14 estados. Marcel Szajubok, presidente executivo e fundador da Embelleze vendas diretas, unidade recém-lançada pela fabricante de cosméticos, diz que as empresas devem se adaptar ao modo e ao canal que o cliente gosta de comprar. A empresa começou a cadastrar revendedores em maio. Segundo o executivo, eles não terão catálogos de papel, e sim aplicativos para treinamento e vendas. "Há 15 anos se discute como seria o futuro das vendas diretas com a internet. O que aconteceu é que deixamos de ter o porta em porta para ter o clique em clique", diz.

No Magazine Luiza, que desde 2011 conta com revendedores para divulgar os produtos da loja on-line da empresa na internet em troca de comissão, o app chegou no fim de 2018.  Tatiane Alves, gerente do Magazine Você, diz que esse formato de vendas permite alcançar o cliente que não tem o hábito de buscar ofertas no site, quer dicas para escolher um produto ou tem menos experiência com internet. Ela afirma que, em termos percentuais, as vendas diretas cresceram mais do que todo o site da empresa em 2018. A companhia não informa o número de revendedores ou o faturamento do canal. Para Ana Paula Tozzi, sócia da AGR consultores, especializada no varejo, a internet impactou o porta em porta e levantou questões sobre a sobrevivência do modelo.

Veja alguns dos novos projetos

Zinzane
Rede de moda com 120 lojas lançará programa de vendas diretas no segundo semestre; um dos principais objetivos é chegar a clientes em áreas onde a marca não está
Tintas Coral
A marca, da Akzo Nobel, tem projeto em desenvolvimento com aplicativo para que pintores façam vendas
Magazine Luiza
Permite a qualquer pessoa montar uma loja personalizada destacando itens vendidos pela varejista; lançou aplicativo para fazer divulgação por WhatsApp
Wine
Loja virtual de vinhos, lançou uma unidade para vendas de lotes de ao menos 12 produtos com curadoria de um revendedor treinado digitalmente
 
leia mais notícias de Empresas & Negócios
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia