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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de abril de 2019.
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mercado financeiro

Edição impressa de 08/04/2019. Alterada em 08/04 às 03h00min

Como aplicar na bolsa e se proteger das oscilações

Fixar limites para perda ou ganho em determinada operação são os mecanismos de proteção utilizados

Fixar limites para perda ou ganho em determinada operação são os mecanismos de proteção utilizados


FREEPIK/DIVULGAÇÃO/JC
A bolsa brasileira, a B3, tem passado por extremos. Depois de atingir, pela primeira vez, os 100 mil pontos, em cerca de uma semana o Ibovespa perdeu quase 10 mil pontos. Essa forte oscilação deveu-se ao ambiente político. Como esse clima deve se manter até a reforma da Previdência ser aprovada, os investidores enfrentarão forte volatilidade. Para quem aplica em ações e o foco é o curto prazo, a saída é buscar mecanismos para se proteger ou, no mínimo, mitigar os riscos.
Um dos mecanismos de proteção mais utilizados é a fixação de limites para perda ou ganho em uma determinada operação. Em linhas gerais, o investidor estabelece o máximo que admite perder em uma determinada ação. Se a desvalorização chegar a esse limite, automaticamente o papel será vendido. A operação é conhecida por stop loss, literalmente, cessar perdas.
"Se uma operação não tem um stop, o investidor deixa de agir de forma racional se o papel começa a se desvalorizar. Aí acaba virando um exercício de fé. Ele torce para ela voltar a subir. Isso é contar com a sorte, mas ela só vem para quem é disciplinado e sabe usar essas proteções", explica Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial.
O investidor que opera em plataformas eletrônicas, conhecidas como home broker, tem à disposição essa opção de vender a ação quando a cotação chega a uma determinada cotação. O custo será o de uma ordem de venda, que varia de corretora para corretora.
Essa operação é mais adequada a quem opera no curto prazo, ou seja, quer ganhar com as operações do dia a dia, os chamados day traders. No entanto, é importante buscar papéis de alta liquidez, ou seja, que sejam negociados todos os dias, para evitar o risco de não conseguir sair da operação.
Rafael Panonko, chefe de análise da Toro Investimentos, lembra que em períodos de alta volatilidade, como o atual, o investidor precisa estabelecer limites mais elásticos, ou seja, buscar perdas e ganhos maiores. Isso porque os movimentos são mais bruscos, e após uma queda, mesmo que significativa, o papel pode se recuperar na sequência, levando o investidor a achar que perdeu. "Em momentos de maior volatilidade, o investidor de curto prazo tem que aceitar perdas maiores, mas isso porque é um ambiente que também proporciona ganhos maiores", diz Panonko.
Um exemplo de operação sugerida pelo analista é com ações da BRF. Se no início da semana o papel atingir a cotação de
R$ 22,84 (na sexta-feira, fechou a R$ 22,65), a sugestão é comprar e estabelecer um stop de 4% tanto para perda como para ganhos, ou seja,o papel será vendido se cair a R$ 21,93 ou subir até R$ 23,75. Na semana passada, ele recomendou uma operação similar, mas para as preferenciais da Petrobras, e o ganho foi de 3,71%.
Perder 4% pode parecer muito para uma operação tão curta, mas isso é justificado pela volatilidade, que está no maior patamar desde as eleições, em torno de 25%, contra menos de 20% antes de o Ibovespa atingir os 100 mil pontos. Essa volatilidade é medida pela valor da cotação no dia em relação à média do preço desse mesmo papel no último ano. Quanto mais longe dessa média, maior a volatilidade. Durante a eleições, esse índice chegou a 38%.
Na avaliação de Panonko, embora a ferramenta de stop seja uma boa forma de proteção, o ideal é que o investidor iniciante no mercado de ações primeiro compre papéis buscando ganhos de longo prazo. Depois de se acostumar a esse mercado, aí, sim, pode apostar nas operações de curto prazo. "É uma boa ferramenta, mas requer algum conhecimento do mercado de ações. O melhor, para o iniciante, é montar uma carteira de longo prazo e, com o conhecimento adquirido, ir para o curto prazo", ressalta Panonko.
Para Rafael Passos, analista da Guide Investimentos, além do stop, o investidor com maior conhecimento do mercado de ações pode também buscar a proteção usando operações no mercado futuro. Ou seja, ele compra uma ação esperando a sua valorização, mas, no mercado futuro, faz uma operação no sentido contrário.
"Isso significa comprar o seguro. Compro uma ação no mercado à vista e, ao mesmo tempo, uma operação de venda no mercado futuro. Se a minha ação perder valor, a perda será compensada nessa operação do mercado futuro", explica Passos.
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