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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Empresas & Negócios

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opinião

Edição impressa de 11/03/2019. Alterada em 11/03 às 01h00min

Mão de obra bem treinada reduz desperdícios e gastos

Alexandre Farhan
As perdas e desperdícios na área de indústria ainda são uma questão crítica. Isso porque em muitos setores ainda não há profissionais capacitados adequadamente em treinamentos ou na própria formação. Na indústria de transformação de plásticos, muito funcionários acabam desperdiçando muita matéria-prima e frequentemente as misturam incorretamente, ou operam com temperaturas incorretas, o que geram graves problemas de produção, que reduzem profundamente a qualidade do produto final. No entanto, se uma empresa orientar, conscientizar e principalmente treinar seu colaborador para que consiga trabalhar de maneira correta, ele vai evitar grandes desperdícios e naturalmente gerar mais receita para o caixa.
Hoje, o problema da formação e capacitação profissionalizante está dividido em duas partes críticas, a do colaborador e da indústria. Muitas vezes, um colaborador não quer se qualificar, se especializar ou estudar. Na verdade, apenas uma expressiva minoria pensa em crescer profissionalmente, e isso ocorre em todos os segmentos da indústria não apenas na produção e transformação dos plásticos, que é minha especialidade. Acontece também na área metalúrgica, usinagem, tecelagem, e inúmeros outros segmentos. Assim o empresário se depara com o problema da mão de obra desqualificada. E o pior é que há um exército de profissionais que não ambiciona se desenvolver profissionalmente mesmo diante dessa crise e desemprego.
Do outro lado do problema, está um tipo de empresário, que não investe em mão de obra qualificada. Com frequência, não quer treinar seus funcionários e não faz questão que eles se qualifiquem com o custeio de sua empresa. Temos um exemplo de um aluno nosso que chegou na escola, que desejava estudar e esperava alguma colaboração da empresa, pelo menos, liberando alguns períodos para ele se capacitar. No entanto, o empregador dizia que era besteira o funcionário estudar. Achava que bastava ficar trabalhando, que era o suficiente. Na verdade, nós vemos muitos obstáculos frente a alguns empresários, quando entendem que o investimento em mão de obra não recompensa e que o custo pode ser "muito alto". Uma parcela dos empregadores não consegue enxergar, muitas vezes, o retorno no investimento e acredita que é um valor dispensável.
Na realidade, se esses empresários observarem que seus funcionários treinados vão evitar, por exemplo, numerosos desperdícios com matérias-primas e quebras de máquinas, perceberão de imediato a incrível redução no custo das paradas e dos prejuízos de interrupção da produção. Sem falar também, de outros fatores como a qualidade ruim da peça final, reprocessamento de material e outras perdas inerentes à produção.
Uma fábrica que investe determinado valor em treinamento de mão de obra, na prática esse número tem retorno constantemente em curtíssimo prazo, muitas vezes em dois ou três meses. O aporte se reverte por conta da melhoria na redução das quebras de máquinas e peças, e na diminuição dos prejuízos com os custos de matérias-primas.
Se forem multiplicados os valores das perdas de cada parte da operação ao final serão contabilizados números astronômicos e absurdos. Há produtores de plásticos, atualmente, que têm estoques de toneladas de refugo, que na verdade foram materiais desperdiçados.
Desta maneira, é preciso, além de proporcionar treinamento, também conscientizar o quadro de funcionários de sua importância e fazer a cobrança daquilo que foi ensinado pelos instrutores em salas de aulas e nos equipamentos. Se não houver cobrança efetiva não haverá retorno e o funcionário pode simplesmente dar continuidade naquilo que fazia antes do treinamento.
Diretor-técnico da Escola LF de cursos profissionalizantes em plásticos
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