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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Gestão

Edição impressa de 18/02/2019. Alterada em 18/02 às 01h00min

CEOs brasileiros projetam melhora

Pesquisa da PwC revela otimismo dos líderes que atuam no País

Pesquisa da PwC revela otimismo dos líderes que atuam no País


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Executivos no Brasil estão com melhores expectativas em relação ao crescimento de suas empresas nos próximos 12 meses. De acordo com os números da 22ª Pesquisa Global com CEOs da PwC (22st Annual Global CEO Survey), cerca de 43% dos líderes brasileiros acreditam que suas empresas devem crescer ao longo de 2019. Na pesquisa anterior, que considerava o sentimento para 2018, esse índice era de 39% (um aumento de quatro pontos percentuais).
Já a média global de CEOs que esperam aumentar o faturamento de suas empresas nos próximos 12 meses é de 35%. Por outro lado, quando perguntados sobre a expectativa para os próximos três anos, 48% dos CEOs brasileiros acreditam que suas companhias devem crescer, ante 54% na pesquisa anterior.
Para confirmar o aumento no faturamento de suas empresas, cerca de 91% dos CEOs brasileiros esperam ter crescimento orgânico em 2019, enquanto 89% buscarão aprimorar a eficiência operacional, 76% devem lançar novos produtos e serviços e 57% visam trabalhos conjuntos com empreendedores e startups. As alianças e possíveis joint ventures estão nos planos de 52% dos líderes brasileiros nos próximos 12 meses e outros 39% devem participar de processos de fusões e aquisições.
Apesar da retração econômica dos últimos anos, a pesquisa mostra que o Brasil segue em destaque no cenário global: o país ocupa o sexto lugar entre os países mais citados pelos CEOs globais como possíveis focos de investimentos ao longo de 2019, atrás de Estados Unidos, China, Alemanha, Índia e Reino Unido.
Entre as principais preocupações dos CEOs locais para o próximo ano, destaque para o crescimento da carga tributária (mencionada por 96%), seguida do excesso de regulação (93%). Fatores políticos seguem como motivo de preocupação: incertezas como o cenário da política nacional foram citadas por 91%, enquanto a instabilidade social representou 89% e o populismo outros 85%.
"A retomada do crescimento econômico brasileiro dá sinais de avanços. A pesquisa mostra que o país não saiu do radar internacional para fins de investimentos. O momento exige esforços das empresas para focar em processos disruptivos que mantenham suas organizações em destaque aos olhos do mundo", afirma Fernando Alves, sócio-presidente da PwC Brasil.
Os CEOs brasileiros são os que mais declararam que devem investir em inteligência artificial a longo prazo: 59% dos entrevistados no País responderam que essa tendência estará presente em seus negócios nos próximos cinco anos.
É um dado relevante se levarmos em conta que a média de CEOs globais que vão utilizar inteligência artificial ficou em 40% no mesmo período, enquanto as outras regiões ficaram também abaixo em comparação com o Brasil - Ásia Pacífico (39%), América do Norte (41%), América Latina (46%), Europa Ocidental (48%), Oriente Médio (49%) e África (52%).
"O uso da Inteligência Artificial já é uma realidade em várias economias do mundo e chegou a hora das empresas brasileiras intensificarem sua atuação nesta dimensão. O interesse dos nossos CEOs neste sentido é um grande avanço para que o Brasil atenda, cada vez mais, às demandas de seus stakeholders", completa Fernando Alves.
A pesquisa apontou ainda que, globalmente, a maior ameaça para as companhias é a incerteza política nos países de atuação, fator citado por 78% dos CEOs, seguida pelas incertezas geopolíticas (75%), excesso de regulação e instabilidade no crescimento global (ambos com 73%), conflitos comerciais (70%), protecionismo (68%), volatilidade do câmbio (66%) e crescimento da carga tributária nos países de atuação (62%).
A 22ª Pesquisa Global da PwC entrevistou 1.378 CEOs (no último relatório foram 1.293 respondentes) em 91 países, entre setembro e outubro de 2018. Os homens somam 87% dos CEOs participantes e a maior parte dos executivos atua na Europa (37%), seguida por Ásia/Oceania (33%), América Latina (12%), América do Norte (12%) e África (6%). Das companhias participantes, cerca de 47% tiveram receita de US$ 1 bilhão ou mais, 36% das empresas alcançaram uma receita entre US$ 101 milhões e US$ 999 milhões e 15% das empresas tiveram receita até US$ 100 milhões.
 
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