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Edição impressa de 12/11/2018. Alterada em 12/11 às 01h00min

Fundo Socioambiental Casa auxilia apoia projetos sustentáveis na América do Sul

Cidade Sustentável - Katemangostar  Freepik
Back view of businessman walking with shoulder bag and bike in street. Young male office employee going after work. Lifestyle concept

Cidade Sustentável - Katemangostar Freepik Back view of businessman walking with shoulder bag and bike in street. Young male office employee going after work. Lifestyle concept


FREEPIK.COM/DIVULGAÇÃO/JC
Pedro Carrizo
A sustentabilidade é um desafio diário e uma pauta constante, principalmente nas grandes metrópoles brasileiras. Esse tipo desenvolvimento - o sustentável - já muito discutido, mas ainda extremamente necessário, passa pela conscientização de cada um e por políticas públicas que garantam a manutenção de recursos naturais e o livre arbítrio de todos.
Na prática, ele ganha força a partir de novas estratégias de mobilidade e de produção, além de ações inclusivas e de valorização ambiental. Se pareceu complexo, difícil de executar, saiba que não é. Para o Fundo Socioambiental Casa, que já apoiou mais de 1,3 mil projetos desenvolvidos por cidadãos e comunidades desde 2005, as metrópoles brasileiras são repletas de iniciativas sustentáveis, relativamente baratas e de grande impacto em suas regiões.
O fundo é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que financia pequenos projetos desenvolvidos na América do Sul com valores relativamente baixos, em torno de R$ 30 mil, mas de grande importância socioambiental. Temas como ecologia urbana, mobilidade ativa, requalificação dos espaços públicos e urbanismo colaborativo cercam os projetos apoiados. "Acreditamos em soluções sistêmicas e uma visão integrada para avançarmos no desenvolvimento sustentável. Também pensamos que investindo nos grupos de base, dentro das comunidades, os resultados são ainda melhores", diz a diretora executiva do Fundo Socioambiental Casa, Cristina Orpheo.
De acordo com a diretora executiva, esses grupos de base são imensamente criativos nas soluções locais de seus problemas, extremamente empreendedores e com projetos que poderiam virar políticas públicas, o que dá uma escala muito maior. "As soluções acontecem na base, não vêm de cima para baixo", acrescenta.
Iniciativas como o CocôZap, um aplicativo desenvolvido por moradores do Complexo na Maré, no Rio de Janeiro, que identifica e mapeia regiões da comunidade sem saneamento básico; o Biciflow, criado por estudantes Universidade Federal de Pernambuco com a intenção de incentivar viagens coletivas de bicicleta, proporcionando mais segurança aos ciclistas urbanos; ou a revitalização do Território Ilhota, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre, que busca assegurar o direito de acesso à cidade através do fortalecimento de seus moradores, são exemplos de empreendedorismo sustentável que receberam apoio do fundo.
"Quando uma política pública chega em um território conectada a esse tipo de atuação, ela vai ser muito melhor aproveitada por esses grupos do que se ela chegasse em território não organizado e fosse imposta", ressalta Cristina.
Atualmente, o Programa Casa Cidades, iniciativa com foco urbano, apoia 150 projetos espalhados em 10 regiões metropolitanas com foco socioambiental. Entre as metrópoles estão Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, Belém e São Luís. A partir do protagonismo local de cada projeto em cada cidade, e a atuação em rede destes, o fundo busca traçar as principais demandas socioambientais das regiões, como atuam e os resultados que grupo obteve ao final dos dois anos de duração do programa.
Para a diretora executiva do Fundo Socioambiental Casa, além de incentivar soluções sustentáveis para as cidades brasileiras com pequenos aportes financeiros em grupos nas regiões metropolitanas, a missão do Programa Casa Cidades é produzir conhecimento. "A partir da experiência nas 10 cidades, vamos saber quais as pautas em Porto Alegre que se conectam com São Paulo, por exemplo, ou como se mobilizam as comunidades do Norte do Brasil a partir de suas pautas, e cruzar todos esses dados."
Outra análise importante, segundo Cristina, é a econômica. No final do Programa Casa Cidades, um estudo busca mensurar quanto cada cidadão investe para construir uma cidade mais igualitária, já que em muitos casos os valores destinados aos grupos não são suficientes para a elaboração dos projetos. O Programa Casa Cidades tem o apoio financeiro do Fundo Socioambiental da Caixa e AOK Foundation, organização suíça sem fins lucrativos.
Já se sabe que a tecnologia somada ao empreendedorismo gera novas interações sociais e redimensiona o papel da cidade para os cidadãos, como vemos em aplicativos que nasceram nos últimos dez anos e mudaram nossa relação de consumo e mobilidade nas cidades. No viés ambiental, o potencial de mudança é o mesmo e a atuação dos 150 grupos do Fundo Socioambiental Casa é um reflexo de como o engajamento expande-se com as novas tecnologias. "Agora, é intensificar o trabalho e fazer com que as iniciativas tornem-se políticas públicas efetivas e que aumentem ainda mais a consciência ambiental no Brasil", pontua Cristina.
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