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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de outubro de 2018.
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finanças pessoais

Edição impressa de 08/10/2018. Alterada em 08/10 às 01h00min

Hora de planejar o 13º salário

As festas de fim de ano estão chegando, e com elas as despesas - o que é um problema para quem já está endividado. Segundo dados do Serasa Experian, em agosto o número de inadimplentes atingiu 61,5 milhões de consumidores. Eles enfrentam restrição de crédito e até a suspensão de serviços, como fornecimento de energia elétrica. Mas a entrada de recursos extras, como o adiantamento do 13º salário, pode ser uma oportunidade para quitar as dívidas.
O primeiro passo para retirar o nome dos serviços de proteção ao crédito, dizem economistas, é fazer o levantamento das dívidas. As contas urgentes (aquelas com juros elevados ou que podem interromper algum serviço básico) têm prioridade. "O primeiro passo é saber o que se deve e qual o valor. Depois, é preciso planejar qual a melhor forma de quitar as dívidas e, mais à frente, como acumular dinheiro", indica Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em gestão financeira da FGV. "A prioridade fica com contas essenciais e aquelas com juros muito elevados, cujo valor aumenta todo mês."
Caso o salário não seja suficiente para quitar o saldo devedor, os especialistas apontam duas opções: usar o 13º salário ou se desfazer de um bem. "Com o 13º na conta, a pessoa deve pegar essa quantia e tentar se livrar das dívidas. Caso ainda não seja o suficiente, outra alternativa é empenhar algum bem de ouro ou prata, por exemplo", explica Filipe Pires, professor de Finanças do Ibmec-RJ.
O professor lembra que uma boa alternativa são os mutirões organizados por órgãos de defesa do consumidor. "É possível obter um abatimento de até 80% no valor da dívida caso consiga pagar o total devido à vista. E, normalmente, há pessoas da área jurídica auxiliando na negociação, para que seja fechado um acordo justo."
Caso não seja possível recorrer a um mutirão, a melhor opção, segundo os especialistas, é calcular o montante da dívida e procurar os credores com uma proposta. "Se a pessoa conversar com o credor e só falar que tem dinheiro para pagar a dívida, ela fica em uma posição fragilizada. É preciso apresentar a capacidade de pagamento para aquele saldo. No fim, todos terão que ceder um pouco", orienta Teixeira.
Outro ponto essencial é cortar os gastos. "Enxugar despesas é importante, e não somente para quem tem dívidas. Um exemplo são os planos de telefonia e TV a cabo. É importante pesquisar preços nas concorrentes e fazer a migração quando for vantajoso. O comodismo não pode atrapalhar a economia", lembra Pires.
O especialista recomenda ainda, evitar dívidas no cartão de crédito e no cheque especial, cujos juros são muito altos. Pelos cálculos de Pires, a taxa de juros mensal no rotativo do cartão é de 10,48% (230,7% ao ano), e a do cheque especial, de 12,43% (308% ao ano).
A Serasa Consumidor, start-up que faz parte da Serasa Experian, relançou o portal Serasa Limpa Nome, para negociação de dívidas pela internet. Basta se cadastrar no site, verificar se o credor está disponível na plataforma e consultar as condições para o pagamento da dívida. A Serasa espera que a plataforma ajude 27 milhões de pessoas a renegociarem suas dívidas.
 
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