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Edição impressa de 27/08/2018. Alterada em 27/08 às 01h00min

Comunicação alternativa

Aplicativo Falaê - credito BRUNO TODESCHINI

Aplicativo Falaê - credito BRUNO TODESCHINI


BRUNO TODESCHINI/DIVULGAÇÃO/JC
Eduardo Lesina

A comunicação consiste na ação de transmitir uma mensagem e, consequentemente, receber uma resposta. Esse conceito, tão básico e acessível para muitas pessoas, ainda é uma dificuldade para quem enfrenta limitações. Pensando em romper essa barreira, o Educandário São João Batista desenvolveu, no início deste ano, o aplicativo gratuito Falaê. A ferramenta consiste em um software que possibilita ao usuário uma comunicação alternativa, utilizando símbolos e sons específicos que são adicionados e organizados pela própria criança com o auxílio das fonoaudiólogas da casa.

O educandário promove a habilitação e a reabilitação de crianças e adolescentes com deficiências múltiplas, oferecendo educação e tratamento adequado. Esse princípio é bem claro nos serviços completos prestados em duas áreas: pedagógica e clínica.

Na área clínica, o objetivo é estimular, física e mentalmente, crianças e adolescentes. Com fisioterapia, terapia ocupacional, pediatria, odontologia, serviço social e psicologia, a escola busca atender às demandas. Além disso, a área clínica reúne as profissionais de fonoaudiologia, setor que trabalha diretamente com o aplicativo.

O Falaê começou em uma parceria entre o projeto 40 Dias Fazendo o Bem, lançado mundialmente pela HP para os seus funcionários, com o Laboratório de Criatividade (CriaLab) do Tecnopuc, o Devopers e o Leão Propriedade Intelectual. Com a proposta de resolver problemas de educação nas famílias em situação de vulnerabilidade social, o resultado gerou um aplicativo de comunicação alternativa inteiramente gratuito, focado famílias de baixa renda.

Somando figuras específicas, fotos ou desenhos, o aplicativo apresenta diversos botões disponíveis - além de ser capaz de criar -, os quais, quando clicados, emitem um som e abrem uma tela com novas opções. Dessa forma, quem utiliza o aplicativo cria uma narrativa, o que facilita a comunicação com outras pessoas. Segundo Cíntia Santos, coordenadora do setor de fonoaudiologia do educandário, o aplicativo possibilita constituir o sujeito enquanto pessoa com desejos e vontades, aproximando da realidade de outras pessoas.

A comunicação alternativa, utilizada para a criação do projeto, é pensada de forma individual, personalizando as necessidades de cada usuário. "Antigamente, utilizávamos um caderno com figuras para facilitar a interação, mas, com o aplicativo, temos mais recursos, com maior facilidade e velocidade", explica Bianca Sperb, fonoaudióloga do educandário.

Para o exercício completo do aplicativo, faz-se necessário o acompanhamento das fonoaudiólogas, uma vez que a forma como se cria ou recria os ícones - em casos de adultos que sofreram algum trauma - depende da terapia feita pelas fonoaudiólogas. "Não podemos distanciar o acompanhamento do fonoaudiólogo do aplicativo, porque é direcionado para a necessidade da criança", ressalta Bianca.

A crescente do Falaê, que já conta com mais de 300 usuários cadastrados, resultou na participação da escola na 2ª Exposição de Tecnologia Assistiva e Inclusão (ExpoTAI). Com o seu estande educandário, o evento ocorreu na Ulbra, em Canoas, no dia 25 de agosto.

Atendendo crianças e adolescentes de zero a 21 anos, a área pedagógica do educandário presta formação que equivale ao 4º ano nas escolas além do projeto. Com quatro turmas específicas, o projeto educacional do centro é baseado em ensinar de forma mais ampla. No educandário, há aulas de alfabetização, de socialização, de comunicação alternativa - que trabalha diretamente com o aplicativo - e de aprendizagem e convivência.

Além disso, o projeto trabalha com educação física, teatro, música e uma pista de skate adaptada. A coordenadora pedagógica, Jaqueline Petry, expõe que a inclusão trabalhada no educandário é muito diferente do que é feito na rede pública ou privada: "em outras escolas, os profissionais não estão preparados para atender às necessidades da criança, não sendo realmente inclusivo", explica.

Atualmente, o projeto se mantém com doações de pessoas físicas e jurídicas, convênios e parcerias com instituições público-privadas, trabalho voluntário e um brechó, localizado no complexo do educandário.

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A comunicação consiste na ação de transmitir uma mensagem e, consequentemente, receber uma resposta. Esse conceito, tão básico e acessível para muitas pessoas, ainda é uma dificuldade para quem enfrenta limitações. Pensando em romper essa barreira, o Educandário São João Batista desenvolveu, no início deste ano, o aplicativo gratuito Falaê. A ferramenta consiste em um software que possibilita ao usuário uma comunicação alternativa, utilizando símbolos e sons específicos que são adicionados e organizados pela própria criança com o auxílio das fonoaudiólogas da casa.

O educandário promove a habilitação e a reabilitação de crianças e adolescentes com deficiências múltiplas, oferecendo educação e tratamento adequado. Esse princípio é bem claro nos serviços completos prestados em duas áreas: pedagógica e clínica.

Na área clínica, o objetivo é estimular, física e mentalmente, crianças e adolescentes. Com fisioterapia, terapia ocupacional, pediatria, odontologia, serviço social e psicologia, a escola busca atender às demandas. Além disso, a área clínica reúne as profissionais de fonoaudiologia, setor que trabalha diretamente com o aplicativo.

O Falaê começou em uma parceria entre o projeto 40 Dias Fazendo o Bem, lançado mundialmente pela HP para os seus funcionários, com o Laboratório de Criatividade (CriaLab) do Tecnopuc, o Devopers e o Leão Propriedade Intelectual. Com a proposta de resolver problemas de educação nas famílias em situação de vulnerabilidade social, o resultado gerou um aplicativo de comunicação alternativa inteiramente gratuito, focado famílias de baixa renda.

Somando figuras específicas, fotos ou desenhos, o aplicativo apresenta diversos botões disponíveis - além de ser capaz de criar -, os quais, quando clicados, emitem um som e abrem uma tela com novas opções. Dessa forma, quem utiliza o aplicativo cria uma narrativa, o que facilita a comunicação com outras pessoas. Segundo Cíntia Santos, coordenadora do setor de fonoaudiologia do educandário, o aplicativo possibilita constituir o sujeito enquanto pessoa com desejos e vontades, aproximando da realidade de outras pessoas.

A comunicação alternativa, utilizada para a criação do projeto, é pensada de forma individual, personalizando as necessidades de cada usuário. "Antigamente, utilizávamos um caderno com figuras para facilitar a interação, mas, com o aplicativo, temos mais recursos, com maior facilidade e velocidade", explica Bianca Sperb, fonoaudióloga do educandário.

Para o exercício completo do aplicativo, faz-se necessário o acompanhamento das fonoaudiólogas, uma vez que a forma como se cria ou recria os ícones - em casos de adultos que sofreram algum trauma - depende da terapia feita pelas fonoaudiólogas. "Não podemos distanciar o acompanhamento do fonoaudiólogo do aplicativo, porque é direcionado para a necessidade da criança", ressalta Bianca.

A crescente do Falaê, que já conta com mais de 300 usuários cadastrados, resultou na participação da escola na 2ª Exposição de Tecnologia Assistiva e Inclusão (ExpoTAI). Com o seu estande educandário, o evento ocorreu na Ulbra, em Canoas, no dia 25 de agosto.

Atendendo crianças e adolescentes de zero a 21 anos, a área pedagógica do educandário presta formação que equivale ao 4º ano nas escolas além do projeto. Com quatro turmas específicas, o projeto educacional do centro é baseado em ensinar de forma mais ampla. No educandário, há aulas de alfabetização, de socialização, de comunicação alternativa - que trabalha diretamente com o aplicativo - e de aprendizagem e convivência.

Além disso, o projeto trabalha com educação física, teatro, música e uma pista de skate adaptada. A coordenadora pedagógica, Jaqueline Petry, expõe que a inclusão trabalhada no educandário é muito diferente do que é feito na rede pública ou privada: "em outras escolas, os profissionais não estão preparados para atender às necessidades da criança, não sendo realmente inclusivo", explica.

Atualmente, o projeto se mantém com doações de pessoas físicas e jurídicas, convênios e parcerias com instituições público-privadas, trabalho voluntário e um brechó, localizado no complexo do educandário.

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