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Porto Alegre, segunda-feira, 20 de agosto de 2018.
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Opinião

Edição impressa de 20/08/2018. Alterada em 20/08 às 01h00min

Empreender na crise

BBC FOTOGRAFIAS/DIVULGAÇÃO/JC
Fernando Mocellin
O último auge do mercado imobiliário brasileiro ocorreu entre 2007 e 2014. Em 2011, o valor dos financiamentos no País atingiu a marca de R$ 79,9 bilhões. Três anos depois, a cifra foi de R$ 113 bilhões, dando início a uma queda brusca, especialmente em 2017. Após meses de incertezas, no segundo semestre deste ano, finalmente, o setor começa a dar indícios de recuperação. Para especialistas, este é o momento para comprar imóvel.
A divulgação do Índice FipeZap é um dos termômetros que aponta o futuro reaquecimento do mercado. O indicador, que monitora o comportamento do preço de venda de imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras, encerrou junho praticamente estável, com variação de -0,06% em relação a maio. A inflação esperada para o mês é de 1,15%, segundo o Boletim Focus do Banco Central (IPCA/IBGE). Outro dado importante é o Índice de Confiança da Construção (ICST), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas, que subiu 1,7 ponto em julho, para 81,0 pontos, recuperando parte da perda de 3,1 pontos em junho.
O Índice de Expectativa do Mercado Imobiliário de Porto Alegre (IEMI), elaborado pela Alphaplan Inteligência em Pesquisas, segue nesta mesma direção. Realizado para servir de termômetro do ramo, bateu recorde no primeiro trimestre do ano. O indicador fechou em 121 pontos, sendo que zero corresponde ao pessimismo total, 100 pontos marca a estabilidade e 200 é referência de otimismo total. Isso significa que a balança está pendendo mais para o positivo. E a retomada com maior força pode acontecer após as eleições.
O consumidor também está mais otimista e a retomada da valorização dos imóveis já está acontecendo em outras cidades do Brasil, como identificou a pesquisa do Índice FipeZap. Avaliadas individualmente, seis das 20 cidades monitoradas registraram aumento de preço no período, sendo que as altas mais expressivas foram observadas em Distrito Federal ( 0,37%), Goiânia ( 0,31%) e São Paulo ( 0,21%). É inegável que ainda estamos passando por um período de dificuldade, mas os juros estão baixos. E, com isso, quem fizer uma boa compra agora terá benefícios mais adiante, inclusive os próprios investidores.
Apartamentos, casas e salas comerciais que forem adquiridas neste momento renderão frutos a partir de 2019 e 2020, com o mercado reaquecido. Principalmente aqueles que forem diferenciados ou segmentados, o que é uma tendência na área imobiliária.
Neste contexto, uma estratégia fundamental para quem empreende na crise é conhecer o público para o qual o empreendimento se direciona e saber, de antemão, qual o valor que este consumidor pretende pagar. O que estas pessoas buscam e se estão ativadas para a compra. Além disso, é necessário, claro, olhar para a concorrência e ver o que está sendo feito no setor. Com base neste cruzamento de informações é possível desenvolver um projeto que seja mais focado, sem fazer experiências. Não há espaço para erros em um mercado em crise e a pesquisa cria um ambiente controlado em que é possível testar a aderência de um produto reduzindo o risco.
Quem constrói para nichos alcança êxito na velocidade de vendas, pois já está se dirigindo para um público específico. Para isso o empreendedor precisa ter domínio destas informações antes de investir. Criar produtos que sejam únicos, com assinaturas exclusivas e serviços pode ser a chave para tornar o caminho mais fácil na hora de alavancar as vendas.
Diretor da Mocellin Incorporações
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