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Empresas & Negócios

- Publicada em 20 de Junho de 2022 às 17:52

CNSEG faz alerta aos consumidores sobre atuação das associações veiculares

Oliveira diz que produto de associação veicular deveria ser chamado de desproteção veicular

Oliveira diz que produto de associação veicular deveria ser chamado de desproteção veicular


LUCIANA WHITAKER/DIVULGAÇÃO/JC
Nos últimos anos, ocorreu no país a proliferação das chamadas associações veiculares. Com o atrativo do baixo custo, estas associações oferecem a chamada proteção veicular, um produto com formato de seguro, mas que na realidade não é um seguro. Em muitas oportunidades, os consumidores acabam lesados e não recebem as indenizações ofertadas.
Nos últimos anos, ocorreu no país a proliferação das chamadas associações veiculares. Com o atrativo do baixo custo, estas associações oferecem a chamada proteção veicular, um produto com formato de seguro, mas que na realidade não é um seguro. Em muitas oportunidades, os consumidores acabam lesados e não recebem as indenizações ofertadas.
A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSEG) lidera, desde 2021, uma ação para esclarecer as diferenças entre seguro e proteção veicular. O presidente da CNSEG, Dyogo Oliveira, disse que este tipo de produto deveria ser chamado de desproteção veicular.
Segundo o dirigente, as associações transferem o risco da operação para o contratante. Oliveira ressaltou que as pessoas acabam tornando-se associadas de uma empresa que supostamente deveria cobrir os seguros. “Essas associações não são seguradoras. Prometem indenizar, mas não têm reservas financeiras e operam sem regulação, à margem da lei e sem controle sobre o que fazem com o dinheiro dos cidadãos que pagam as mensalidades”, destacou.
Dyogo Oliveira lembrou que a falta de pagamento é uma situação frequente e os casos param no Judiciário, com os consumidores sendo submetidos a situações de constrangimento. Ele informou que a Superintendência dos Seguros Privados vem autuando estas associações de forma permanente e a Justiça está condenando as mesmas pela prática ilegal de oferta de seguros.
Para o presidente da CNSEG, é preciso alertar as pessoas sobre os riscos que assumem ao adquirir as proteções veiculares. “Uma seguradora é obrigada a ter recursos em caixa, as chamadas reservas técnicas, para atender o segurado quando acontecer alguma coisa. Com as associações, isto não acontece, pois trabalham na forma de rateio, sem controle e sem dinheiro. A falta de recursos é o maior problema das associações veiculares”, afirmou.
Na avaliação de Oliveira, empresas que não são controladas, não têm endereço, sede e patrimônio, deixam o cidadão exposto. Ressaltou que na sua grande maioria o cidadão brasileiro é de boa fé e confia nas empresas.
“Existe uma crise que foi acentuada com a pandemia, sendo natural que os consumidores tentem reduzir suas despesas e acabem migrando para estes produtos, ficando com a impressão de que estão protegidas. Trata-se de propaganda enganosa. Tudo é apresentado de forma semelhante a um seguro, quando de fato não é”, alertou o presidente.
Na manifestação a respeito da proteção veicular, Dyogo Oliveira disse ainda que a entidade tem feito um trabalho de conscientização a respeito deste produto ilegal, com o objetivo de proteger o cidadão de falsas promessas. No site seguroautosim.com.br, a CNSEG disponibiliza informações sobre o tema.
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