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Clima

- Publicada em 13/10/2021 às 18h41min.

Milho pode ser o mais afetado com possível La Niña de primavera

Produtor deve escalonar a época de semeadura para evitar perdas em caso de falta de chuvas

Produtor deve escalonar a época de semeadura para evitar perdas em caso de falta de chuvas


Fagner Almeida/Divulgação/JC
Diego Nuñez
Uma probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno La Niña deixou a comunidade agrícola do Rio Grande do Sul em estado de alerta. Caso realmente venha a ocorrer, o evento deve provocar diminuição no volume de chuvas, principalmente neste final de outubro e durante o mês de novembro. Este período compreende a época de germinação da semente de milho, que pode ser a principal cultura afetada.
Uma probabilidade de 70% de ocorrência do fenômeno La Niña deixou a comunidade agrícola do Rio Grande do Sul em estado de alerta. Caso realmente venha a ocorrer, o evento deve provocar diminuição no volume de chuvas, principalmente neste final de outubro e durante o mês de novembro. Este período compreende a época de germinação da semente de milho, que pode ser a principal cultura afetada.
É possível traçar um paralelo com o evento ocorrido em 2020. O La Niña ocorreu também no ano passado, principalmente durante o mês de outubro, o que ocasionou quebra na safra de milho pelo segundo ano consecutivo.
“No ano passado, o La Niña sacrificou o milho. Tardou o plantio da soja e atingiu em cheio o milho, pegando o período de germinação. Outubro costuma ser o mês mais chuvoso no Estado, e em todo o mês deu duas chuvas”, relembra o coordenador das comissões de grãos e vice-presidente da Farsul, Elmar Konrad. Se repetir 2020, o evento atingirá de forma diferentes outras culturas cultivadas no Estado, como o arroz e a soja.
“Para cultura do arroz, os anos de La Niña e neutros (quando não ocorre nenhuma anormalidade) são bons para o arroz, pois são de pouca chuva e maior incidência de radiação solar - à exemplo do ano passado, que teve a maior safra de arroz da história do RS”, explica o pesquisador do Laboratório de Agrometeorologia (Agromet) da Embrapa Clima Temperado, Sílvio Steinmetz.
“A safra desse ano foi favorecida em função chuvas de setembro e início de outubro, que deixaram os reservatórios cheios. Do ponto de vista do arroz, se não ocorrer nada de anormal, a expectativa é de boa produtividade” continua ele.
Steinmetz analisa que ainda é cedo para prever o impacto no fenômeno no plantio de soja. Os modelos de previsão do Research Institute for Climate and Society (Iri) traçaram um prognóstico para os meses de outubro, novembro e dezembro. No caso da soja, é importante avaliar a continuidade do evento nos primeiros meses do ano.
Em todos os casos, a recomendação é intercalar a semeadura para que uma possível falta de chuvas não afete toda uma produção. ”Não pode plantar tudo numa época só, é preciso variar, utilizar um terço dos grãos em plantação precoce, um terço em média e um terço em tardia. Deve se aplicar ciclos e épocas diferentes de plantio, com período vegetativo diferenciado, respeitando o zoneamento agrícola”, recomenda Konrad, da Farsul.

Recomendações técnicas específicas do Copaaergs para cada cultura

CULTURAS DE PRIMAVERA-VERÃO (milho, soja, feijão) - Escalonar a época de semeadura e utilizar genótipos de diferentes ciclos ou diferentes grupos de maturação para evitar eventuais perdas em função de deficiência hídrica no período crítico, sempre respeitando o zoneamento agrícola e dar preferência à irrigação nos períodos críticos. Para as culturas do milho e do feijão, iniciar a semeadura quando a temperatura do solo a 5 cm de profundidade estiver acima de 16°C e houver umidade adequada do solo. Para cultura da soja, somente iniciar a semeadura quando houver umidade adequada do solo, evitando a semeadura quando houver a previsão de chuvas intensas.
ARROZ - Dimensionar a área a ser semeada conforme a disponibilidade de água dos reservatórios, dar continuidade à adequação das áreas que ainda não estão preparadas para possibilitar a semeadura na época recomendada pelo zoneamento agrícola, para aproveitar as melhores condições de radiação solar. Escalonar a época de semeadura de acordo com o ciclo da cultivar, primeiro as de ciclo longo, seguidos das de ciclo médio e precoce;
CULTURAS DE OUTONO-INVERNO (trigo, aveia e cevada) - Seguir monitorando a ocorrência de doenças de final de ciclo e incidência de pragas, bem como observar se há necessidade de aplicações de defensivos agrícolas.
Fonte: Conselho Permanente de Agrometeorologia Aplicada do Estado Do Rio Grande Do Sul (Copaaergs) 
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