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- Publicada em 10h45min, 06/07/2021.

Safra gaúcha de azeite de oliva atinge 200 mil litros e conquista prêmios internacionais

O volume, processado por 15 indústrias em solo gaúcho, é quatro vezes maior do que a safra 2020

O volume, processado por 15 indústrias em solo gaúcho, é quatro vezes maior do que a safra 2020


Emerson Alves/Ibraoliva /Divulgação/JC
Propriedades anti-inflamatórias, prevenção de doenças cardíacas, redução no risco de diabetes, proteção ao cérebro, benefício aos ossos, retardação no envelhecimento, entre outros benefícios. O azeite de oliva extravirgem segue com a produção em expansão no Rio Grande do Sul.
Propriedades anti-inflamatórias, prevenção de doenças cardíacas, redução no risco de diabetes, proteção ao cérebro, benefício aos ossos, retardação no envelhecimento, entre outros benefícios. O azeite de oliva extravirgem segue com a produção em expansão no Rio Grande do Sul.
A estimativa da safra 2021, segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), é de 202 mil litros, processados por 15 indústrias, em onze municípios. Volume quatro vezes maior do que a safra de 2020 – de 48 mil litros - e equivalente a de 2019. Muitos desses azeites já conquistaram medalhas de ouro, prata e platinum em concursos da Itália, Estados Unidos, Grécia, Inglaterra, Japão e Israel.
“Isso traz uma motivação para a continuidade do desenvolvimento da olivicultura no Estado. O azeite gaúcho já nasceu com qualidade, em 2012, conquistando prêmios”, ressalta o coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da secretaria, Paulo Lipp João. “E o número de produtores que possuem marcas próprias de azeites continua crescendo, chegando a 46 em 2021”, complementa.
Conforme Lipp, o desafio é manter essa qualidade e aumentar o volume da produção todos os anos: “a tendência é de crescimento, porque apenas 35% das oliveiras plantadas já atingiram a idade de produção (4 anos ou mais). A área plantada no Rio Grande do Sul, até o final de 2020, era de 6,2 mil hectares”.
Para a secretária da Agricultura, Silvana Covatti, a olivicultura tem sido importante fator de geração de emprego, renda e desenvolvimento para muitos municípios, especialmente na metade sul. “E o programa Pró-Oliva vai continuar tendo a devida atenção na secretaria e na Emater/RS-Ascar”, garante.

Premiações dos azeites gaúchos em concursos internacionais

  • Itália – ITÁLIA IOOC (Italy International Olive Oil Contest)
  • Nova York – NY IOOC World Olive Oil Competition 2021
  • Grécia – Athena IOOC International Olive Oil Competition
  • Inglaterra – London International Olive Oil Competitions
  • Japão – OLIVE JAPAN International Extra Virgin Olive Oil Competition
  • Israel - TerraOlivo 2021 IOOC International Olive Oil Competition

No Brasil

Por sua vez, azeites produzidos no Brasil já conquistaram, em 2021, cerca de 50 medalhas em competições internacionais que ocorreram na Itália, nos Estados Unidos, em Portugal, Grécia e Japão. Embora os pomares nacionais sejam relativamente jovens, os resultados comprovam que muitos têm qualidade superior a rótulos de países com tradição em olivicultura - como Espanha, Itália e Grécia.
O ITÁLIA IOOC (Concurso Internacional do Azeite de Oliva, em tradução livre) premiou 23 rótulos brasileiros, sendo 13 com medalhas de ouro. Os selecionados são do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Os três estados repetiram o desempenho nos Estados Unidos, com recorde de 18 conquistas no NY IOOC, de Nova Iorque. Em maio foram dois eventos no Japão. Três azeites gaúchos foram aclamados com medalha de ouro no JAPAN IEVOO (Competição Internacional do Azeite de Olive Extravirgem do Japão, em tradução livre).
O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) Renato Fernandes, acredita que os ótimos resultados podem ser atribuídos ao conjunto de investimentos utilizados no processo. “Desde a produção de mudas até a armazenagem do produto, não se tem poupado tecnologias, nos viveiros de mudas, no manejo de campo, na colheita e na extração do azeite. São recursos importantes iguais ou até superiores à olivicultura estrangeira. Os olivicultores brasileiros não abrem mão de um azeite verdadeiramente extravirgem”, garante.
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