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Fiscalização

- Publicada em 15h18min, 24/06/2021.

Fiscais agropecuários criticam defasagem de salários

Remuneração de servidores da fiscalização é o mesmo há sete anos, aponta Afagro

Remuneração de servidores da fiscalização é o mesmo há sete anos, aponta Afagro


Seapdr/Divulgação/JC
Nesta sexta-feira (25), Dia do Fiscal Estadual Agropecuário – data foi instituída pela Assembleia Legislativa do RS em 2014 – os servidores da fiscalização afirmam que não têm muitos motivos para comemorar. Responsáveis pela sanidade e qualidade dos produtos de origem animal e vegetal, os fiscais estaduais agropecuários viram o salário encolher nos últimos sete anos.
Nesta sexta-feira (25), Dia do Fiscal Estadual Agropecuário – data foi instituída pela Assembleia Legislativa do RS em 2014 – os servidores da fiscalização afirmam que não têm muitos motivos para comemorar. Responsáveis pela sanidade e qualidade dos produtos de origem animal e vegetal, os fiscais estaduais agropecuários viram o salário encolher nos últimos sete anos.
Segundo a Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), desde 2014, a remuneração líquida da maioria dos servidores da categoria varia entre R$ 4.889,73 e R$ 5.563,73. Alguns têm salários maiores por estarem em cargos de chefia ou por terem mestrado e doutorado, por exemplo.
Neste mesmo período, aponta a Afagro, a produção agropecuária apresentou expansão e se manteve valorizada. Por exemplo, o preço pago ao produtor pelo boi gordo aumentou duas vezes e meia, de R$ 4,25 em junho de 2014 para R$ 10,64 em junho 2021, segundo levantamento da Emater. No caso da soja, há sete anos, a saca era R$ 63,24. Agora, a commodity está em R$ 160,53 – valorização de 253%.
"As atividades e, consequentemente, a quantidade de trabalho da fiscalização agropecuária aumentam proporcionalmente ao crescimento, modernização e oportunidades de negócio do setor. Por isso, é extremamente necessário o fortalecimento da fiscalização, com melhoria na remuneração, mais recursos humanos, capacitação e melhor estrutura de trabalho”, afirma o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), Pablo Fagundes Ataide.
“Há sete anos, quando muitos de nós ingressaram no Estado, este era um bom salário. Mas está desfasado, não condiz com a responsabilidade que temos de garantir a sanidade animal e vegetal dos rebanhos e das lavouras”, acrescenta a vice-presidente da Afagro, Beatriz Scalzilli, ressaltando a perda de renda da categoria. Neste período, assim como a grande maioria dos servidores públicos, os fiscais não tiveram nem a reposição da inflação.
Procurada, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) afirmou que reconhece o valoroso trabalho dos fiscais estaduais agropecuários e acredita que, com o equilíbrio financeiro do Estado, o governo consiga olhar em pouco tempo para as demandas de todas as categorias de servidores públicos.
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