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- Publicada em 03h00min, 27/04/2021.

Custos de produção acumulam 13,83% de alta no ano

No acumulado de 12 meses, IICP registra a maior alta desde 2010

No acumulado de 12 meses, IICP registra a maior alta desde 2010


/Raquel Tumelero/Divulgação Biotrigo/JC
O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) acumulado em 2021 atingiu 13,83% em março. No mesmo período, o IPCA registrou alta de 2,05%. Já o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) acumula elevação de 9,08% neste ano, enquanto o IPCA Alimentos ficou em 1,43%. Os dados foram divulgados pela Farsul.
O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) acumulado em 2021 atingiu 13,83% em março. No mesmo período, o IPCA registrou alta de 2,05%. Já o Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) acumula elevação de 9,08% neste ano, enquanto o IPCA Alimentos ficou em 1,43%. Os dados foram divulgados pela Farsul.
Os custos de produção vêm mantendo a tendência de alta desde o início do ano. A elevação do IICP foi de 6,54% em fevereiro na comparação com janeiro e de 6,36% em relação a março. A alta é reflexo dos aumentos no preço dos combustíveis e fertilizantes, somados a uma alta taxa de câmbio. Já os preços praticados no campo mantiveram a valorização, porém em escala menor do que em meses anteriores, especialmente de 2020. O IIPR de março registrou inflação de 1,65% em relação ao mês anterior.
No acumulado em 12 meses, o IICP atingiu a maior inflação na série histórica, iniciada em 2010, com 20,84%. Assim, ultrapassa o IPCA no período que ficou em 6,10%. Por outro lado, o IIPR já acumula 83% em um ano. Uma série de fatores contribui para a valorização dos preços se formasse em 2020.
A seca, que refletiu menor oferta interna de produtos agrícolas; a desvalorização cambial; e o aumento da demanda por alimentos em função do Auxílio Emergencial. Com exceção da seca, todos estes fatores seguem presentes na conjuntura de 2021 e, por esta razão, os preços persistem na trajetória de valorização.
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