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Tecnologia

- Publicada em 17h19min, 12/04/2021. Atualizada em 09h17min, 13/04/2021.

Senar estimula uso de drones no campo com aulas gratuitas

Treinamento inclui aulas teóricas on line e prática, na propriedade do aluno

Treinamento inclui aulas teóricas on line e prática, na propriedade do aluno


Wenderson Araújo / CNA/ Divulgação JC
Thiago Copetti
Por mais tecnológico que seja um produtor rural ele dificilmente conseguirá simplesmente comprar um drone, sair pilotando e usufruindo de todos os recursos do equipamento – e tendo assim ganhos de produtividade na lavoura de uma hora para outra. E mesmo que tenha recursos para investir em um equipamento, o modelo a ser comprado e mesmo as condições de internet na propriedade precisam ser levados em conta.
Por mais tecnológico que seja um produtor rural ele dificilmente conseguirá simplesmente comprar um drone, sair pilotando e usufruindo de todos os recursos do equipamento – e tendo assim ganhos de produtividade na lavoura de uma hora para outra. E mesmo que tenha recursos para investir em um equipamento, o modelo a ser comprado e mesmo as condições de internet na propriedade precisam ser levados em conta.
Ao mesmo tempo, é fato que se aproximar dessa ferramenta é um passo importante tanto para a qualificação do agricultor quanto para aumentar a eficiência produtiva no meio rural, em grande parte dos casos. William Maas, 30 anos, que cultiva soja e arroz e cria gado em Candelária, no Vale do Rio Pardo, já testou o equipamento em aulas do Senar/RS e hoje está de olho na aquisição de uma modelo.
Há cerca de um ano ele fez aulas on line, depois teve uma aula prática com Cristiano Gotuzzo, um dos professores do Senar, que foi até a propriedade do produtor com um equipamento para que ele tivesse experiência real. Maas diz que espera o preço baixar para comprar um drone, mas já tem destino certo para o equipamento: monitorar as lavouras de arroz, principalmente.
O agricultor diz que comprar o drone ideal ainda esbarra nos recursos, já que os equipamentos para agricultura, especificamente, podem ter câmara infravermelha para monitorar as lavouras, sensores especiais e os mais avançados fazendo até mesmo pulverização. Maas chegou a fazer uma simulação de investimento, há anos, e na época calcula que seria necessário quase R$ 200 mil para adotar o serviço. Isso porque precisaria colocar antenas retransmissoras de sinal na propriedade, de cerca de 400 hectares.
“Tem drone que começa em R$ 5 mil e vai até R$ 150 mil. Eu quero apenas para visualizar a lavoura, especialmente de arroz. Planto com sistema de curva de nível, para levar água em todas as partes da lavoura. Se uma parte rompe, fica seca e pode estourar a de baixo. Tenho de ir em diferentes pontos, de moto, para ver tudo, todos os dias”, explica Maas.
O produtor segue com a ideia de ter o equipamento e espera os preços diminuírem e os recursos aumentarem. Ele diz que bateria com duração além dos 30 minutos convencionais e distância de controle superior a 7 quilômetros estão entre as prioridades.
“Eu preciso de pelo menos 10 quilômetros de possibilidade de controle. Mas a tecnologia vai melhorando e os preços baixando”, avalia Maas.
Ele planeja a compra de um drone no ano que vem e conta que as aulas deram uma noção mais real de como seria o trabalho nas lavouras de arroz e soja com o equipamento.
“Dá para detectar falhas de plantio, alguma doença na cultura, se furou uma taipa. Com as imagens em tempo real, posso ver se há algum problema sem ficar me deslocando. Hoje, passo o dia de um lado e para outro na lavoura para ver se está tudo bem. Com o drone, posso saber da situação e tomar uma decisão mais rápido”, diz Maas.
Gotuzzo explica que o que mais chama a atenção dos alunos é a diversidade de aplicações que se tem olhando a propriedade do céu.
"Isso desde o momento da parte teórica. As funcionalidades e possibilidades de uso do drone na agricultura são infinitas. Vai da criatividade de cada um pensar ações para o drone", afirma Gotuzzo, que qualificou cerca de 40 alunos pelo Senar em 2020.
Vanderlei Pinheiro, também professor do Senar para a área, já ministrou o curso para cerca de 30 alunos. Ele calcula que entre 15% e 20% de cada turma já contava com seu próprio drone quando antes mesmo de se matricular no treinamento.
“A receptividade é muito boa. Eles ficam fascinados pela máquina e hoje o produtor investe mesmo em tecnologia com foco em aumentar a produtividade. Quem já não tem coloca no horizonte a meta de comprar. Todo dia tem alguém ligando para tirar dúvida sobre equipamento que está pesquisando”, diz Pinheiro.
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Elio Martenexen, 19 anos, aluno de uma turma de Campo Novo em 2021, pretende investir primeiro em uma modelo mais simples, com valor próximo de R$ 500,00, para produzir fotos da propriedade e treinar melhor a operação de um drone. Depois, quer um modelo semiprofissional.
"Primeiro vou testar com um modelo básico, que faça fotos e vídeos do alto da propriedade, que já será legal para mostrar nossa produção diversificada e orgânica. Depois penso num modelo melhor, de uns R$ 2 mil, com mais recursos", conta Martenexen.
O uso do equipamento e o curso do Senar
  • As aulas do Senar, gratuitas, estão sendo realizadas de forma semipresencial. O conteúdo teórico é ministrado em 10 horas de aulas on-line, ao longo de cinco dias. Já o último módulo do curso ocorre presencial e individualmente em local de escolha do aluno, com drone levado pelo instrutor. Os interessados em contar com o treinamento devem formar um grupo com entre 8 e 10 pessoas e solicitar as aulas junto ao sindicato rural de sua cidade, de acordo com o Senar.
  • O equipamento aéreo, munido de câmeras e outros recursos reduz o tempo e o custo de muitas operações no campo. O equipamento permite monitoramento ao vivo e depois trabalhar as imagens para obter informações. Dá para fazer levantamento altimétrico, mapeamento de área, contagem de árvores do pomar, contagem de gado, entre outras muitas possibilidades.
  • São muitas as possibilidades de uso, de acordo com o Senar. Contar com um drone pode ser útil para procurar animais perdidos, fazer detecção de pragas, monitorar sistemas de irrigação, sensoriamento remoto, entre outros monitoramentos. Técnico em formação profissional rural, Henrique Padilha avalia que o simples fato de o drone aumentar o campo de visão do produtor já é uma vantagem.
  • O curso promovido pelo Senar é semipresencial, tendo como carga horária 14 horas onde consiste em cinco aulas teóricas de duas horas cada, além de uma aula prática individual na propriedade do aluno, com quatro horas de duração.
  • A maioria dos alunos nunca mexeu com os drones e nem tem muita ideia de como empregá-lo na propriedade, de acordo com Cristiano Gotuzzo, instrutor do curso, mas que esse distanciamento é eliminado principalmente no momento presencial. Nas aulas teóricas, eles começam a ter ideias de como usar os drones em suas propriedades. E, na aula prática, que é mais fácil de lidar com o equipamento do que eles imaginam.
  • Os produtores rurais interessados em participar dos cursos semipresenciais do Senar-RS devem entrar em contato com o Sindicato Rural de seu município ou de sua região, e solicitar a participação no programa. De acordo com a demanda, a partir da mobilização realizada pelo parceiro, um técnico habilitado pela entidade será designado para ministrar as aulas.
Fonte: Senar
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