Porto Alegre, domingo, 21 de fevereiro de 2021.

Jornal do Comércio

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Pecuária

- Publicada em 16h05min, 21/02/2021. Atualizada em 16h07min, 21/02/2021.

Demanda retraída por lácteos pressiona cotações no campo

Com pressão dos canais de distribuição e queda na renda, derivados também desvalorizam em janeiro

Com pressão dos canais de distribuição e queda na renda, derivados também desvalorizam em janeiro


PREFEITURA MUNICIPAL DE ERECHIM/DIVULGAÇÃO/jc
O preço do leite captado em dezembro de 2020 e pago aos produtores em janeiro de 2021 registou queda de 4,3% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 2,0344/litro. E pesquisas ainda em andamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam a tendência de queda deve permanecer nos próximos meses.
O preço do leite captado em dezembro de 2020 e pago aos produtores em janeiro de 2021 registou queda de 4,3% na “Média Brasil” líquida, chegando a R$ 2,0344/litro. E pesquisas ainda em andamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam a tendência de queda deve permanecer nos próximos meses.
A expectativa é de que o leite captado em janeiro e pago ao produtor em fevereiro registre recuo médio de cerca de R$ 0,05 por litro. Com pressão dos canais de distribuição, derivados se desvalorizam em janeiro. No primeiro mês de 2021, a demanda por derivados lácteos no mercado atacadista de São Paulo, por exemplo, seguiu enfraquecida, prejudicada pela diminuição do poder de compra do consumidor brasileiro.
Além disso, pesquisadores do Cepea afirmaram haver pressão do mercado por preços mais atrativos nas negociações. No entanto, os custos envolvidos na captação de leite cru e a valorização dos insumos produtivos impediram pressões de baixas mais intensas. Neste cenário, as negociações de leite longa vida, queijo muçarela e leite em pó (400g) seguiram reduzidas em janeiro/21, com consequente aumento nos estoques.
Janeiro também marca o enfraquecimento da demanda por importações de produtos lácteos, que  recuaram 20,5% de dezembro/20 para janeiro/21, somando 17,9 mil toneladas de derivados no primeiro mês deste ano, segundo apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do governo federal. Essa diminuição esteve atrelada ao enfraquecimento da demanda interna nesse período, tendo em vista a perda do poder de compra do consumidor brasileiro. Já quando comparado ao volume de janeiro do ano passado, verifica-se forte alta de 63,7% nas compras externas de produtos lácteos.
E o ano se inicia com alta nos custos. O Custo Operacional Efetivo (COE) da pecuária leiteira iniciou 2021 em elevação. Em janeiro, o COE subiu 3,29% na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), bem acima da alta verificada no mesmo mês de 2020, que havia sido de 1,62%.
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