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Pecuária

- Publicada em 13h20min, 25/01/2021. Atualizada em 13h26min, 25/01/2021.

Produtores de leite ainda sofrem efeitos da estiagem no custo da alimentação

Falta de chuva reduz oferta de silagem e criadores precisam gastar mais em suplementação

Falta de chuva reduz oferta de silagem e criadores precisam gastar mais em suplementação


JM Alvarenga/Divulgação
Os produtores de leite do Rio Grande do Sul seguem sofrendo os efeitos da estiagem do ano passado e deste início de 2021, o que afetou especialmente a safra de milho. As perdas na cultura durante o plantio atingiram também a silagem que serve de alimento para as vacas e os criadores vem registrando alta nos custos para suplementação.
Os produtores de leite do Rio Grande do Sul seguem sofrendo os efeitos da estiagem do ano passado e deste início de 2021, o que afetou especialmente a safra de milho. As perdas na cultura durante o plantio atingiram também a silagem que serve de alimento para as vacas e os criadores vem registrando alta nos custos para suplementação.
Conforme o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang muitos produtores ainda enfrentam dificuldades com a produção de alimentos para as vacas. “Os alimentos são fundamentais para o bem estar do animal e só assim a vaca produz leite, quando bem alimentada e com conforto. Sem um colheita farta para suprir a colheita frustrada do período passado, teremos dificuldade de silagem. Em algumas regiões está muito similar ao ano passado”, salienta.
Segundo Tang, há relatos de produtores que perderam a primeira safra e plantaram uma segunda safra e outros estão plantando agora porque não conseguiram plantar por estar muito cedo e os silos estão vazios. Com isso é necessário recorrer às compras e isto traz um custo alto para a produção. “A remuneração está razoável mas o lucro não está devido a esta dificuldade de alimentação do gado por causa da estiagem recorrente”, complementa o presidente da Gadolando.
Comparativamente a outros anos, percebe-se ao menos um fator positivo: a manutenção do preço do litro do leite ao produtor. “Neste verão os preços não caíram tanto como de costume. Mas, como temos sempre frisado, as alterações, os sofrimentos do setor, e me refiro à estiagem que tivemos e que infelizmente vem se repetindo, tem efeitos longos, de um a dois anos, e não está sendo diferente”, observa Tang.
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