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Lavouras

- Publicada em 15h18min, 13/01/2021.

Safra de grãos 2020/21 deve ser recorde, aponta Conab

Produção de soja pode atingir 133,69 milhões de toneladas no País, aumento de 3,9%

Produção de soja pode atingir 133,69 milhões de toneladas no País, aumento de 3,9%


MARCELO BELEDELI/ESPECIAL/JC
A produção brasileira de grãos na safra 2020/21, em fase inicial de colheita, deve registrar recorde de 264,83 milhões de toneladas, aumento de 3,1%, ou 7,9 milhões de toneladas a mais, em comparação com o período anterior 2019/2020 (256,94 milhões de toneladas). Os números fazem parte do 4º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (13). O levantamento mostra também que a atual projeção é 1,04 milhão de toneladas menor (0,4%) em relação à estimativa anterior, de dezembro.
A produção brasileira de grãos na safra 2020/21, em fase inicial de colheita, deve registrar recorde de 264,83 milhões de toneladas, aumento de 3,1%, ou 7,9 milhões de toneladas a mais, em comparação com o período anterior 2019/2020 (256,94 milhões de toneladas). Os números fazem parte do 4º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (13). O levantamento mostra também que a atual projeção é 1,04 milhão de toneladas menor (0,4%) em relação à estimativa anterior, de dezembro.
Com um aumento de área em 3,4%, a produção de soja na safra 2020/2021 pode atingir 133,69 milhões de toneladas no País, aumento de 3,9% ante a safra anterior (124,84 milhões de toneladas). A oleaginosa é a principal cultura cultivada e representa cerca de 50% da colheita de grãos no Brasil, destaca a Conab.
A colheita da oleaginosa já teve início em Mato Grosso. Principal estado produtor de soja, a safra poderá alcançar 35,43 milhões de toneladas, com uma ligeira queda ante o estimado na safra anterior, mesmo com a expectativa de aumento na área plantada. "O resultado é reflexo da estimativa de menor produtividade, uma vez que as condições climáticas de 2019 não se repetiram até então", diz a estatal.
Outro grão de destaque é o milho. A produção total (são três safras ao longo do ciclo) está estimada em 102,31 milhões de toneladas, leve queda de 0,2% em comparação com a safra anterior 2019/2020 (102,51 milhões de toneladas). A primeira safra do cereal deve apresentar uma queda de 6,9%, passando de 25,69 milhões de toneladas para 23,91 milhões de toneladas. "As condições climáticas desfavoráveis no momento do cultivo da primeira safra influenciaram a produtividade, principalmente no Sul do País", explica a Conab.
No Rio Grande do Sul, a diminuição de produtividade foi estimada em 11%. Com isso, a produção tende a ser 9,3% menor. Em Santa Catarina, os percentuais de queda na produtividade e na colheita da primeira safra são ainda maiores, atingindo 14% e 12,7% respectivamente. Em ambos os Estados, a área destinada ao plantio do grão deve crescer, o que reduz um pouco a queda no volume de produção.
A segunda e a terceira safra de milho, ainda não semeadas, devem alcançar 76,76 milhões de t e 1,64 milhão de t, respectivamente. A projeção representa aumento respectivo de 2,3% e queda de 7,6%.
A produção de algodão em pluma na safra 2020/1 pode registrar expressiva queda de 11,7%, saindo de 3 milhões de toneladas em 2019/2020 para 2,65 milhões de toneladas em 2020/21. A redução da área de plantio e as cotações pressionadas pelo aumento da oferta global, entre outros fatores, desestimularam os produtores.
No caso do arroz, o aumento de área foi menor do que o esperado, principalmente pelo fato de as chuvas não abastecerem satisfatoriamente as barragens que fornecem água para as lavouras irrigadas na região Sul. Além do menor aumento de área, as condições climáticas também provocaram impacto na produtividade. Assim, a produção nacional deve atingir 10,9 milhões de toneladas, queda de 2,5% em comparação com a safra anterior (11,18 milhões de toneladas).
A Conab revisou neste 4º levantamento a periodicidade e metodologia do quadro de oferta e demanda de arroz. A Conab alterou a janela de análise anual de cada safra, passando do período de março a fevereiro para janeiro a dezembro. "Esta mudança já era solicitada pelo setor e visa a trazer maior transparência e precisão nas estimativas de estoques, uma vez que, ao estimar o estoque de passagem em fevereiro, era preciso desconsiderar o produto novo colhido nos primeiros meses do ano. Isto gerava dificuldade na extração de tal informação, além de poder levar a uma interpretação equivocada do quadro de suprimento, em vista que o estoque físico real, ao final de fevereiro, é sempre maior do que o publicado como estoque de passagem", informa a Conab.
A safra de trigo em 2020 está finalizada, com o encerramento da colheita nos quase 2,342 milhões hectares destinados ao plantio do cereal no período. A área colhida representou aumento de 14,8% em comparação aos 2.040,5 mil hectares utilizados em 2019. A produção foi beneficiada por essas variações positivas na área plantada e na produtividade média, totalizando 6,23 milhões de t (acréscimo de 20,9% em comparação à temporada anterior).
Agência Estado

Conab mantém previsão de aumento de 33% na safra de verão gaúcha

Feijão em vagem - Foto Fernando Kluwe Dias
Com a estiagem, estimativa para lavouras de feijão é de queda de 4,9% na produção
FERNANDO KLUWE DIAS/DIVULGAÇÃO/JC
O quarto levantamento da safra 2020/2021 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quarta-feira (13), praticamente não teve alterações em relação às previsões apresentadas em dezembro para a colheita de verão no Rio Grande do Sul. A Conab espera uma safra gaúcha de grãos de 31,139 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 33,5% em relação às 23,323 milhões de toneladas colhidas no ciclo 2019/2020 – que foi extremamente afetado pela estiagem.
Os dados divulgados nesta quarta-feira quase não apresentam mudanças em comparação com os números do terceiro levantamento, divulgado no mês passado. Na ocasião, a Conab estimava alta de 33,6% ante o ciclo anterior, com a colheita de 31,154 milhões de toneladas de grãos.
Todos os dados relativos às principais culturas de verão (soja, milho e arroz) foram mantidos iguais aos de dezembro. A única alteração relevante foi nas previsões para a primeira safra de feijão. No mês passado, a Conab estimava um aumento de 22,9% na colheita gaúcha, atingindo 67,4 mil toneladas. Agora, com os efeitos da estiagem, a previsão é de queda de 4,9% na produção, que deve chegar a 52,1 mil toneladas.
Para a soja, principal lavoura de verão, a previsão é de uma colheita de 19,861 milhões de toneladas, o que representa aumento de 73,6% em relação ao ciclo 2019/2020. No milho, que foi afetado durante seu período de desenvolvimento pela estiagem de primavera/verão a Conab estima uma queda de 9,3% na produção, alcançando 3,571 milhões de toneladas. Já nas lavouras de arroz, a previsão é de uma colheita de 7,628 milhões de toneladas, uma redução de 3% em relação à safra passada.
Marcelo Beledeli
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