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Consumo

- Publicada em 17h28min, 15/09/2020.

Alta do arroz reflete aquecimento da demanda pelos mais frágeis, diz Guedes

Avanço do dólar é outro fator que interfere no reajuste do preço do grão

Avanço do dólar é outro fator que interfere no reajuste do preço do grão


freepik.com/divulgação/jc
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a escalada do preço do arroz reflete um aquecimento da demanda dos mais frágeis e é mais um sinal da recuperação em "V" da economia brasileira da crise provocada pelo coronavírus. "Tem gente dizendo que a inflação dos mais pobres está subindo. O que está subindo é material de construção e alimentos, mais influenciados pelo auxílio emergencial. Na verdade, os sinais são bons, o aumento do arroz, dos alimentos, são um sinal de aquecimento da demanda."
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que a escalada do preço do arroz reflete um aquecimento da demanda dos mais frágeis e é mais um sinal da recuperação em "V" da economia brasileira da crise provocada pelo coronavírus. "Tem gente dizendo que a inflação dos mais pobres está subindo. O que está subindo é material de construção e alimentos, mais influenciados pelo auxílio emergencial. Na verdade, os sinais são bons, o aumento do arroz, dos alimentos, são um sinal de aquecimento da demanda."
Além de relacionar o aumento dos preços à "enxurrada de dinheiro aos mais pobres", o ministro disse que a alta também é resposta do avanço do dólar. Segundo o ministro, a alta de preços é temporária e vai motivar um aumento da produção. "Resposta da oferta vem já e alta de preços vai se dissolver."
Guedes ainda mencionou que o arroz está vindo de outros países. "Está vindo arroz de todo lado agora, americano, tailandês e chinês."
O presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que o governo federal não adotará o tabelamento para combater a alta de preços de produtos que tiveram aumento recente, como o arroz. Ele também destacou que não haverá "canetaço" ou diminuição de tarifas como em anos anteriores.
As declarações foram feitas para apoiadores que esperavam o presidente em frente ao Palácio da Alvorada na noite desta segunda-feira, 14. "Não vai haver tabelamento de nada, não vai haver canetaço, diminuição de tarifa na mão grande, como foi feito no passado", respondeu a um apoiador que pediu a diminuição do preço da gasolina. "Obviamente temos a preocupação de combater possíveis excessos, mas ninguém vai tabelar nada e nem interferir no mercado. Isso já foi testado no passado, já foi feito no passado e não deu certo", disse.
O presidente atribui o alta no preço do arroz ao aumento do consumo. "Houve um excesso de recursos no mercado, quase R$ 50 bi por mês, muito papel na praça, vem inflação. Aumentou um pouco o consumo. Agora não tem que ninguém se apavorar, querer fazer reserva de mantimento em casa daí piora a situação", disse.
Bolsonaro afirmou ainda que o governo tem tomado as ações necessárias para que o preço volte a média normal. "Agora nós estamos tomando as providências necessárias para voltar à normalidade. Abrimos a importação de 400 mil toneladas de arroz dos Estados Unidos, e a gente espera que a situação se normalize o mais rápido possível aí", declarou o presidente.
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