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Agronegócios

- Publicada em 15h03min, 03/09/2020. Atualizada em 15h21min, 03/09/2020.

Custos operacionais da safra 2020/2021 já subiram até 5%

Apesar a queda na produtividade da última safra,  soja equilibrou perdas com melhor valor de venda

Apesar a queda na produtividade da última safra, soja equilibrou perdas com melhor valor de venda


LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/divulgação/JC
Thiago Copetti
Com custos operacionais já 5% mais altos registrados para o futuro plantio da safra 2020/2021, os produtores gaúchos têm no travamento de preços e nos contratos futuros o melhor caminho para garantir a lucratividade da próxima colheita.
Com custos operacionais já 5% mais altos registrados para o futuro plantio da safra 2020/2021, os produtores gaúchos têm no travamento de preços e nos contratos futuros o melhor caminho para garantir a lucratividade da próxima colheita.
De acordo com Ruy da Silveira Neto, economista da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), a elevação nos custos é generalizada. Para o plantio do milho, alcança 2% extras, e no arroz, 4%. No caso da soja, há produtores não apenas fechando contratos futuros para a colheita 2020/2021 como também já negociando a safra 2021/2022. E garantir uma proteção à alta dos preços nos insumos é cada vez mais necessário.
“Podemos ter uma elevação ainda maior desses custos caso seja aprovada a Reforma Tributária como foi apresentada pelo governo gaúcho, porque há aumento de carga para os fertilizantes”, alerta o economista.
Em apresentação realizada na manhã desta quinta-feira (3) pela entidade, denominada Campo Futuro, Silveira também coloca que a safra 2020/2021 poderá ser marcada por um verão novamente mais quente que a média. Um cenário que deixa em alerta agricultores de todo o Estado, já prejudicados em grande parte pela estiagem deste ano.
A falta de chuva implicou perdas significativas de produtividade na soja e no milho, em em outras culturas, e consumiu boa parte dos ganhos que seriam obtidos com a expansão atual dos preços das commodities. A estiagem causou danos significativos inclusive nas áreas irrigadas, e em um volume considerável, aponta o estudo da Farsul.
Na soja, em dados coletados a partir de Cruz Alta, a produtividade mesmo em lavouras que adotaram a tecnologia caiu de 80 sacas no ciclo 2018/2019 para 63 na safra 2019/2020. Acima inclusive do milho, com queda de 220 sacas para 180 no mesmo período, com retração de 18%.
Os bons preços atuais, ressalta o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, porém, não significa necessariamente renda direta no bolso do produtor. A salvo ele faça agora negociações para o próximo ciclo aproveitando essas cotações para travar preços.
Apesar de as cotações da soja registrarem patamares históricos, na casa dos R$ 130,00 a saca, a maior parte da venda da colheita de 2020 ficou em patamares bem inferiores, pondera Luz. Da mesma forma como ocorre no arroz, um dos destaques deste ano em preços e produtividade.
“A maior pare dos grãos não está mais nas mãos dos produtores. O arroz, por exemplo, já foi todo vendido, em um preço excelente (em média de R$ 55) mas não nos patamares atuais, de R$ 100. Esse preço mostra, na verdade, a escassez do grão no momento”, explica Luz.

Perdas e ganhos no atual ciclo do cultivo de grãos

  • O arroz apresentou seu melhor resultado histórico reflexo de uma melhora de rendimento e preço recorde. Entretanto a cultura sofreu longos períodos de margens negativas e dificuldades para remunerar os seus investimentos. Assim, 2020 é apontado pela Farsul como um ano chave para os agricultores poderem recuperar o seu caixa.
  • A produtividade foi bastante afetada na soja e no milho sequeiro, e se não fosse a boa conjuntura atual de preços, as margem brutas de lucros dos produtores no RS teriam sido piores que os observados nos levantamentos atuais e do ciclo passado.
  • Com o dólar elevado e uma Inflação no Custo de Produção de 4,14% no acumulado em 12 meses (IICP/Julho), a tendência e que o Custo de Produção da Safra 2020/2021 seja a maior da história no Estado

Referências de produtividade e preços das principais culturas gaúchas:

Arroz tem alta na produtividade e nos preços:
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Milho foi o mais castigado pela estiagem
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Soja tem equilíbrio entre perdas com a seca e os ganhos no preço
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Trigo tem ganhos com maior rendimento das lavouras
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Fonte: Farsul
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