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Comércio Exterior

- Publicada em 11h22min, 20/08/2020. Atualizada em 12h07min, 20/08/2020.

Exportações do agronegócio batem recorde de janeiro a julho

Saldo comercial do setor registrou superávit de US$ 54 bilhões, puxado pela soja em grãos

Saldo comercial do setor registrou superávit de US$ 54 bilhões, puxado pela soja em grãos


FABIO SCREMIN/APPA/DIVULGAÇÃO/JC
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a marca de US$ 61,2 bilhões e de 131,5 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a julho de 2020, um novo recorde para o período. Em relação aos primeiros sete meses do ano passado, o crescimento alcançado foi de 9,2% em valor e 17% na quantidade exportada.
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a marca de US$ 61,2 bilhões e de 131,5 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a julho de 2020, um novo recorde para o período. Em relação aos primeiros sete meses do ano passado, o crescimento alcançado foi de 9,2% em valor e 17% na quantidade exportada.
A análise da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é baseada nos dados divulgados pelo Ministério da Economia. O saldo da balança comercial do setor registrou superávit de US$ 54 bilhões, maior valor da história para o período.
Os principais produtos exportados de janeiro a julho foram a soja em grãos (US$ 23,8 bilhões), a carne bovina in natura (US$ 4,2 bilhões), a celulose (US$ 3,6 bilhões), o açúcar de cana em bruto (US$ 3,5 bilhões) e o farelo de soja (US$ 3,5 bilhões). Esses cinco produtos representaram 62,9% da pauta exportadora do agro brasileiro no período.
A China foi o principal importador do Brasil, sendo destino de 39,2% dos embarques dos produtos agropecuários. A receita gerada com as exportações para o país asiático foi de US$ 24 bilhões no período. Na sequência vieram a União Europeia, para onde foram 16% das vendas externas brasileiras, Estados Unidos (6%), Japão (2,1%) e Hong Kong (2%).
Resultados de julho
Julho manteve o elevado patamar de vendas que vem acontecendo em 2020 e registrou recorde de exportações e do saldo comercial do agro para o mês. Enquanto as vendas ao exterior somaram US$ 10 bilhões, o saldo comercial foi de US$ 9 bilhões. O volume das exportações alcançou 24,4 milhões de toneladas.
Em comparação ao mês de julho de 2019, o aumento no valor exportado em 2020 foi de 11,7%, enquanto os ganhos em volume chegaram a 19,2%.
Os principais produtos exportados no mês foram a soja em grãos (US$ 3,6 bilhões), o açúcar de cana em bruto (US$ 790,5 milhões) a carne bovina in natura (US$ 690,7 milhões), o milho (US$ 662,3 milhões), e o farelo de soja (US$ 578,6 milhões). Os cinco produtos representaram 63,3% da pauta exportadora do mês. A China foi o destino de 38,4% das vendas externas em julho.
O destaque de julho foi o aumento de 8,1% nas vendas para os países islâmicos em relação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações alcançaram US$ 1,7 bilhão, valor que representou quase 20% do total exportado pelo agro brasileiro em julho. Os produtos mais vendidos foram açúcar e soja. Egito, Turquia e Irã, os maiores compradores.
Setores 
A Confederação analisou o desempenho de setores como chás, mate e especiarias, frutas, lácteos, pescados e produtos apícolas. Esses produtos estão no foco de atuação do projeto Agro.BR, uma parceria com a Apex Brasil para apoiar a exportação de pequenos e médios produtores, buscar novos mercados e ampliar a diversificação da pauta exportadora.
Para o agregado dos primeiros sete meses do ano, as vendas de chás, mate e especiarias alcançaram US$ 203,8 milhões e tiveram alta de 19,8% em relação ao mesmo período de 2019, movimento gerado, sobretudo, pelas variações nas vendas de gengibre e pimenta do reino que tiveram aumentos de US$ 15,5 milhões e US$ 10,1 milhões, respectivamente.
As exportações brasileiras dos produtos deste setor registraram, no mês de julho, uma variação positiva de 52,8% em relação ao mesmo mês de 2019, e representaram US$ 30,4 milhões e 17 mil toneladas em exportações em julho de 2020.
Frutas
No agregado dos primeiros sete meses do ano, as quedas em valor e volume nas exportações de frutas foram de US$ 44,8 milhões e 4,1 mil toneladas respectivamente, o que fez com que as vendas atingissem a marca de US$ 440,1 milhões em 2020, frente aos US$ 485,4 milhões no ano anterior.
Em julho desse ano, as exportações de frutas foram 15,4% maiores em valor e 38,4% maiores em peso em relação ao mesmo mês de 2019. O aumento foi puxado pelas exportações de mangas e maçãs, que registraram uma variação positiva de US$ 5,3 milhões e US$ 3,2 milhões, respectivamente, na mesma comparação.
Lácteos
As vendas do segmento de lácteos tiveram aumento de 22,8% em valor e 21,9% em volume entre janeiro e julho, puxadas pela alta nas exportações de leite em pó, leite modificado e creme de leite.
A receita gerada pelas exportações de produtos lácteos brasileiros no mês de julho foi 50,9% maior em relação à 2019, somando US$ 6,7 milhões.
Pescados
Os pescados brasileiros apresentaram queda no valor exportado de US$ 17,8 milhões no acumulado dos primeiros sete meses de 2020. O total exportado foi de US$ 120,1 milhões.
No mês de julho, a redução no valor exportado foi de 23,7%, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas totais somaram US$ 29,7 milhões.
Produtos apícolas
O setor registrou um aumento de 39,6% no valor e de 79,3% no peso exportado na comparação entre os primeiros sete meses de 2020 e 2019. A variação foi impulsionada pelo aumento de US$ 15,2 milhões nas vendas de mel brasileiro ao exterior de janeiro a julho desse ano, em relação a 2019.
Em julho, o mel registrou US$ 11,2 milhões e a cera de abelha US$ 638 mil em exportações, vendas maiores que as registradas no mesmo mês de 2019.
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