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Porto Alegre, terça-feira, 05 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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05/06/2018 - 23h53min. Alterada em 05/06 às 20h31min

Tabagismo e coração

Luiz Carlos Corrêa da Silva
O tabagismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a principal causa de morte evitável. Estima-se que 25% a 30% da população mundial adulta seja fumante, isto é, 1,3 bilhão de pessoas. A cada ano, 6 milhões morrem porque fumaram. Pelas tendências de expansão do consumo de cigarros nos países mais pobres, esses números aumentarão para 10 milhões de mortes anuais até 2030. O tabagismo causa dependência devido à nicotina e pela percepção comportamental associada ao uso continuado do tabaco. Os efeitos da nicotina desaparecem, ou pelo menos diminuem após algumas horas de seu consumo. Daí, surgem os sintomas da Síndrome de Abstinência que levam ao ciclo da dependência: "fumando me sinto bem, não fumando me sinto mal". Isto é consequência também de uma "ilusão comportamental".
No Brasil, nas últimas três décadas, houve uma queda de prevalência do tabagismo entre adultos de 35% para 11%, sem dúvida uma grande conquista, e nos próximos anos espera-se redução ainda maior pelo avanço das leis e medidas antifumo estabelecidas pelos órgãos controladores (Anvisa e outros).
Assim, as doenças relacionadas tenderão a diminuir. É necessária vigilância e atenção continuada para as manobras da indústria do tabaco, pois, para obter lucros, sempre cria formas de vender produtos que tornam as pessoas dependentes, como é o caso de cigarros eletrônicos, narguilé e tabaco aquecido. Estes também causam dependência e levam a danos ainda não bem conhecidos por falta de pesquisas. O tabagismo é uma doença que pode ser tratada em qualquer idade. Este conceito precisa ser muito bem incorporado pelos profissionais da saúde, e precisa traduzir-se por uma atitude intervencionista pelos médicos. Os setores políticos e da Justiça também precisam envolver-se. Ajudar pessoas a não fumar ou a parar de fumar é salvar vidas!
Médico da Santa Casa de Porto Alegre
 
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