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Porto Alegre, terça-feira, 05 de junho de 2018.
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Notícia da edição impressa de 04/06/2018. Alterada em 05/06 às 17h52min

Prefeitura de Porto Alegre busca casas para alugar para população de rua

Censo do final de 2016 apontava 2.115 pessoas em condição de rua na Capital

Censo do final de 2016 apontava 2.115 pessoas em condição de rua na Capital


FREDY VIEIRA/JC
Parte do Plano Municipal de Superação da Situação de Rua, o programa Moradia Primeiro está com inscrições abertas para proprietários que queiram alugar seus imóveis a pessoas até então em situação de rua. O aluguel, de R$ 500,00, será pago pela prefeitura de Porto Alegre, que pretende oferecer 1,5 mil vagas para habitação.
Interessados em cadastrar seu imóvel devem acessar o site http://prefeitura.poa.br/moradiaprimeiro, no qual há informações completas sobre o programa e os pré-requisitos da moradia, e preencher um formulário. Se o local atender aos critérios de inclusão, uma equipe entrará em contato para fazer a vistoria e habilitá-lo ou não no programa.
Após a aprovação do cadastro, a equipe de abordagem leva o morador de rua para conhecer o imóvel e, caso haja interesse, faz o contrato do aluguel. Depois da assinatura, a prefeitura realizará o repasse mensal para a conta do locador, por meio de um contrato entre usuário e locador, com autorização de repasse direto.
O programa Moradia Primeiro inclui tratamento individualizado de cada pessoa atendida, com visitas quinzenais de uma equipe de saúde e assistência social e acesso aos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do município, ofertando serviços personalizados de acordo com as demandas do usuários, nos casos de pessoas com problemas com álcool e outras drogas. O plano de superação também prevê facilitação de ofertas de trabalho, qualificação profissional e geração de renda.
A população de rua da Capital tem crescido nos últimos anos. Censo apresentado no final de 2016 apontava 2.115 pessoas nessa condição. Em 2018, a prefeitura estima que essa população seja de até 4 mil pessoas. Para enfrentar o problema, a prefeitura lançou o plano, a ser implementado ao longo de 2018 e 2019.
Além das 1,5 mil vagas para habitação, serão abertos cinco novos Caps específicos para álcool e drogas, com serviço terceirizado. Os novos programas da rede de saúde mental custarão em torno de R$ 33 milhões anuais, sendo dois terços pagos pelos governos federal e estadual e um pelo município. O Moradia Primeiro e as abordagens terão gasto entre R$ 9 milhões e R$ 11 milhões ao ano.
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