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Porto Alegre, domingo, 03 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Economia

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mercado de capitais

Notícia da edição impressa de 04/06/2018. Alterada em 03/06 às 22h27min

Investidores deverão ficar mais cautelosos ao avaliar riscos do Brasil

A crise desencadeada pela greve dos caminhoneiros e pela saída de Pedro Parente da Petrobras fará com que os investidores sejam mais criteriosos ao avaliar os fundamentos da economia brasileira e os riscos das próximas eleições, disseram especialistas. A percepção é que a preponderância dos problemas domésticos - que já vinha ganhando força com a piora recente do cenário externo, mas só ganharia centralidade com a corrida eleitoral - se antecipará.
A maior fragilidade fica demonstrada pelo indicador de risco-país, que saltou de 173 pontos para 235 em maio. A bolsa perdeu quase 10 mil pontos no mês, e o dólar saiu de R$ 3,50 para mais de R$ 3,75.
Segundo José Julio Senna, do Ibre/FGV e ex-diretor do Banco Central, parte importante disso tem a ver com a piora das condições financeiras globais - como a valorização do dólar no mundo e a desaceleração econômica na Europa e no Japão. Mas fatores internos agravaram o quadro. Na sua avaliação, a greve impacta negativamente no crescimento brasileiro, por exemplo, cujas projeções já vinham diminuindo. "Quando as coisas estão bem lá fora, a tendência é deixarem adormecidas as questões domésticas", lembrou.
Para Christopher Garman, do Eurasia Group, a política de preços da Petrobras era a principal preocupação dos investidores estrangeiros. Entendia-se que havia nela certa "precariedade", com chance alta de mudança no próximo governo. "Mas a precariedade desse modelo quebrou-se antes mesmo da eleição. O governo pode prometer que vai manter a política de preços e compensar a empresa, mas a combinação de uma margem fiscal restrita, um eleitorado raivoso e um governo fraco não conspira a favor da continuidade do modelo", disse.
Para James Gulbrandsen, da NCH Capital, as agências de risco colocarão a nota de crédito brasileira em "observação" nas próximas semanas. "Nos EUA, depois do que aconteceu com a Petrobras, o Brasil está sendo visto, mais uma vez, como uma república das bananas. O investidor estrangeiro já sabe que nada vai acontecer até as eleições", afirma.
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