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Porto Alegre, terça-feira, 05 de junho de 2018.
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MÚSICA

Notícia da edição impressa de 06/06/2018. Alterada em 05/06 às 17h30min

Resgate de um ícone: Fernanda Takai lança álbum com canções de Tom Jobim

Pela primeira vez, cantora do Pato Fu se dedica a um repertório exclusivamente voltado à bossa nova

Pela primeira vez, cantora do Pato Fu se dedica a um repertório exclusivamente voltado à bossa nova


WEBER PADUA/DIVULGAÇÃO/JC
Ricardo Gruner
No ano passado, Fernanda Takai e Marcos Valle foram dois dos convidados de um ciclo de shows em que Roberto Menescal comemorou seus 80 anos. Durante o tempo que passaram juntos, conversavam, em jantares descontraídos, sobre qual disco fariam juntos. Até que o anfitrião resolveu antecipar, no palco, em meio a um show: os três iriam preparar um álbum com repertório todo composto por canções de Tom Jobim.
Lançado na última sexta-feira (1º), O Tom da Takai é resultado do encontro entre o trio. A cantora do Pato Fu se dedica a um repertório exclusivamente voltado à bossa nova pela primeira vez, após se aproximar do gênero em alguns outros projetos - como no disco solo Onde brilhem os olhos seus, tributo a Nara Leão, ou Fundamental, parceria com o guitarrista Andy Summers (do The Police). Dois nomes que ajudaram a estabelecer o estilo, Valle e Menescal assinam a produção e os arranjos do registro.
Foi a dupla que fez a seleção inicial de possíveis faixas para o disco. "A cada encontro nosso, eles falavam das histórias das músicas. Chegamos em um repertório com o foco de tentar trazer à luz algumas canções menos conhecidas do Tom", lembra a intérprete, ressaltando que os dois colegas conheceram o homenageado e viveram os primeiros anos do gênero, na década de 1950.
De cerca de 25 canções pouco gravadas, foram selecionadas 13. O recorte destaca obras do compositor no início de sua carreira, pouco após a virada do século passado, como: Fotografia, cuja gravação conta com participação especial de Valle; Bonita e Ai quem me dera, com contribuição de Menescal.
Das escolhidas, a única da qual Fernanda não se lembrava era Só saudade. "Menescal e Marcos Valle foram buscar coisas do repertório de começo da carreira da Sylvia Telles, que morreu muito nova e talvez tenha sido uma das primeiras a gravar Jobim, ali no final dos anos 1950. Já Ai quem me dera eu conhecia com o Edu Lobo", recorda ela.
Em termos de carreira da vocalista, a maior curiosidade em O Tom da Takai é a presença de Estrada do sol. A cantora já havia registrado a mesma música em Onde brilhem os olhos seus (2007), com outro arranjo, e a interpretado no documentário A música segundo Tom Jobim (2012). Importante para a trajetória da artista, a canção estava no repertório do ciclo de apresentações do ano passado - e, de certa forma, deu origem ao disco.
Os dois produtores se dividiram na função: metade do registro tem assinatura de um; metade, de outro. O mesmo vale para os arranjos - e até os músicos da banda de apoio se alternaram conforme o responsável pela canção.
Segundo a intérprete, as faixas conduzidas por Menescal têm um ar de "sambete", uma mistura de samba e bossa nova. Já aquelas trabalhadas com a abordagem de Valle possuem uma brasilidade que cai mais para a bossa jazz. "Isso denota a riqueza que temos em uma mesma geração. Cada um tem o seu DNA, seu modo de fazer a bossa, sem perder o jeito das melodias", elogia.
Na estrada com o Pato Fu desde a década de 1990, Fernanda acredita que sua maneira de cantar não muda ao transitar entre o conjunto e o trabalho solo. "O que acontece é que, nos arranjos deste disco, têm bastante espaço para minha voz, mas é pela escolha dos arranjos, dos músicos", compara ela. "No Pato Fu, como é uma banda de pop rock, acabamos usando muitas camadas de som."
O primeiro show baseado no álbum vai acontecer em Belo Horizonte, no dia 16 de junho. A ideia é começar um roteiro no segundo semestre, após a Copa do Mundo. No entanto, antecipa Fernanda, há um problema: achar datas em que os três estarão disponíveis. Ela, por exemplo, está em plena turnê de Música de brinquedo 2 - mais recente trabalho de seu grupo, que está negociando apresentação em Porto Alegre para o fim de setembro. "O que nós três mais queremos é levar o show para a estrada: foi a estrada que uniu a gente", garante.
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