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Porto Alegre, domingo, 03 de junho de 2018.
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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 04/06/2018. Alterada em 03/06 às 19h59min

Constituinte Exclusiva

A crise provocada pela greve dos caminhoneiros e a consequente queda de Pedro Parente, da Petrobras, agrava o momento de tensão no governo, no Parlamento e no Poder Judiciário do País, às vésperas das eleições, em outubro de 2018. A Petrobras, maior estatal de economia mista, luta por resultados entre o difícil mercado do petróleo, sujeito às tendências internacionais e o governo que, de certa forma, tem que atender os interesses da população que reclama das oscilações do preço do combustível.
O desafio é sobreviver
Depois de uma semana de fogo cruzado, o presidente da Petrobras, já na frigideira, foi atingido pelo fogo amigo e entregou o cargo. Começa agora, uma nova frente de batalha para o novo presidente, o diretor executivo e financeiro da petroleira, Ivan Monteiro, que, em meio a esse turbilhão de problemas, ainda tem que passar pela peneira fina do Congresso Nacional, que faz cobranças e quer resultados eleitorais.
Candidatura foi equívoco
O ex-governador Germano Rigotto, principal nome do MDB gaúcho para concorrer ao Senado, acha que este momento de crise foi agravado pelo lançamento da candidatura à reeleição do presidente Michel Temer (MDB). "Foi um equívoco" que poderia ter sido evitado, poupando o País de um desgaste desnecessário Temer, depois, confirmou que seu candidato ao Planalto é Henrique Meirelles (MDB).
Desencanto com o País
Segundo Germano Rigotto, o descontentamento da sociedade, com o apoio aos caminhoneiros, não foi só pelas reivindicações dos caminhoneiros. "Foi muito mais com o desencanto que o País está vivendo: serviço público de má qualidade, um quadro de denúncias de corrupção, um quadro onde as instituições estão fragilizadas."
Economia travada
Para Germano Rigotto, a economia ainda está muito travada. "Isso tem a ver com o desemprego, tem a ver com todo esse quadro que leva as pessoas a ficarem desencantadas e até revoltadas com o quadro atual. E essa situação não está resolvida." Da mesma forma, a eleição que "vamos ter ali adiante, não está tendo uma luz no final do túnel". Para o ex-governador, "com a polarização, não tem um candidato de centro que esteja capitalizando e surgindo como uma liderança que poderia encaminhar o País para um novo rumo".
Reeleição da maioria
Na opinião de Rigotto, quando se fala em Congresso Nacional, "essa eleição vai facilitar a reeleição de grande parte dos atuais congressistas. A projeção é que teremos a reeleição de cerca de 80% dos deputados federais e perto disso, dos senadores", diz.
Constituinte seria o remédio
"No atual quadro, acho que aí poderá surgir um remédio que seria a Constituinte Revisora Exclusiva", enfatiza Rigotto. Ele explica que "seria um grupo de pessoas eleitas e, se fosse nesse ano, poderia ser junto com o Congresso Nacional, ou se fosse no ano que vem, seria uma eleição só para a Constituinte Revisora Exclusiva, que poderia fazer aquilo que o Congresso não está fazendo: votar a reforma política, votar a reforma tributária, votar a revisão do Pacto Federativo, definindo com mais clareza as atribuições de competência entre os entes federativos".
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