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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de maio de 2018.
Dia da Saúde.

Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 29/05/2018. Alterada em 28/05 às 22h27min

Flávio Rocha atribui greve à 'falta de liderança' no País

Presidenciável defende "redesenho do Estado" e preservação da reforma trabalhista

Presidenciável defende "redesenho do Estado" e preservação da reforma trabalhista


FREDY VIEIRA/JC
Bruna Suptitz
Após postar foto e vídeo em uma rede social declarando apoio à greve dos caminhoneiros, o pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Rocha (PRB) se manifestou criticamente à manutenção dos bloqueios nas estradas brasileiras. "Essa justa indignação teve o meu apoio instantâneo, mas a minha leitura agora é que está havendo uma apropriação ideológica e política da manifestação", declarou ontem, em sua passagem por Porto Alegre.
No vídeo, Rocha fala de escândalos do governo federal, como a compra da refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos; e diz que "a conta chegou e está no preço dos combustíveis". Outra postagem do pré-candidato tem a foto de um caminhão com faixa de protesto e a legenda "meu total apoio aos caminhoneiros". Ainda assim, no evento de ontem, Flávio Rocha afirmou que "a hora de manifestar posições políticas não é agora, é nas urnas de 7 de outubro".
Rocha ainda atribuiu a duração dos protestos à dificuldade de negociação do governo federal. "Há (no Brasil) um déficit de liderança. Existe necessidade de pulso mais firme na condução desse processo. Inadmissível que tenhamos mais de uma semana de estradas obstruídas", avaliou. Para ele, a medida do governo, de redução temporária de impostos sobre o diesel na tentativa de negociar com o setor, é "desesperada e emergencial".
Empresário do setor de vestuário, Rocha palestrou no evento Tá na Mesa, da Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul). Defensor do livre mercado e do fim do que chama de "monopólio estatal do petróleo", o presidenciável acredita que o caminho para a redução da carga tributária no setor dos combustíveis passa pelo "redesenho do Estado". "O inchaço do Estado e seus privilégios forçam essa carga tributária. Essa reforma é fundamental para que tenhamos um governo como países equivalentes com os quais competimos", defendeu.
Em sua fala a empresários e políticos gaúchos, Rocha apresentou como parte da sua plataforma de governo as reformas tributária e previdenciária, além da busca pela garantia "que a reforma trabalhista esteja protegida dos antirreformistas". Além disso, sustenta o Estado mínimo, com atuação em funções em que é "insubstituível, na saúde, educação e segurança pública". Contudo respondeu a um questionamento da plateia com a proposta de que "o Estado arque com o custo (de manutenção das escolas públicas), mas não exerça a gestão".
Um levantamento feito pelo Estadão com os pré-candidatos à presidência apontou Flávio Rocha e Alvaro Dias (Pode) como os que mais viajaram desde 7 de abril - data limite para desincompatibilização de quem quer concorrer a cargo eletivo nas eleições de outubro. Neste período, Rocha passou 17 estados brasileiros. Conforme a assessoria, as viagens foram realizadas com veículo particular, e o combustível disponível possibilita o cumprimento da agenda somente até hoje.
 

Simone Leite critica 'corporativismo sindical' dos protestos

Na abertura da palestra do pré-candidato à presidência Flávio Rocha (PRB), ontem, em Porto Alegre, a presidente da Federação das Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), Simone Leite (PP), questionou "a quem interessa parar nosso País?", em referência à greve dos caminhoneiros, que se iniciou há mais de uma semana.
"Pensamos sobre cancelar o evento, mas o Brasil não pode parar", disse logo no início da sua fala. Afirmando reconhecer como importante as manifestações, Simone lembra que esse objetivo foi alcançado. "O que vemos agora, infelizmente, é uma tentativa de alguns grupos, como o corporativismo sindical, de se aproveitarem do contexto de vulnerabilidade para promover o caos no Brasil", criticou. Simone defende um debate de progresso e renovação, seja pelo voto, pelo trabalho ou pela participação associativa. "Precisamos acabar com a lógica do 'quanto pior, melhor'."
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