Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 06 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

COMENTAR | CORRIGIR

Eleições 2018

Notícia da edição impressa de 07/05/2018. Alterada em 06/05 às 21h14min

Bolsonaro aposta em outras siglas para ter palanques

Correligionários de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) têm procurado outros partidos para garantir palanques nos estados para o deputado, que tentará chegar à presidência da República em outubro. De acordo com integrantes da sigla de Bolsonaro, as possibilidades de alianças incluem legendas como PMDB, PP, DEM, PSD e PRP.
Partidos como o PR cogitam fazer aliança nacional para pegar carona na popularidade de Bolsonaro e fazer uma bancada expressiva. Eleger um número significativo de deputados e senadores garante, além de poder político, acesso a maior volume de recursos públicos para atividades partidárias.
Bolsonaro delegou a formação das alianças ao comando do partido nos estados e minimiza a importância de ter palanques fortes pelo País. "Com um caixão de madeira eu faço meu palanque. Se tiver, tudo bem. Mas eu tenho o que eles não têm", disse Bolsonaro à reportagem, pouco antes de fazer fotos com um grupo de estudantes que o esperava no Salão Verde da Câmara.
O PSL não sabe ao certo quantos candidatos a governador terá pelo País. Por enquanto, dá como certas candidaturas próprias em pequenos colégios eleitorais.
No Acre, lançará o policial militar Coronel Ulysses Araujo; e em Roraima, o empresário Antônio Denário.
Em São Paulo, estado com o maior número de eleitores do País, o PSL ainda não decidiu se vai lançar candidatura própria, apesar de, segundo o presidente regional da legenda, deputado Major Olímpio, ter duas opções: o empresário Frederico D'Ávila e a advogada Janaína Paschoal.
Produtor rural, D'Ávila foi assessor do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que disputará com Bolsonaro o Palácio do Planalto. Ele é irmão do coordenador de comunicação da pré-campanha do tucano, o cientista político Luiz Felipe D'Ávila.
D'Ávila avalia que o agronegócio está fechado com a pré-candidatura de Bolsonaro, porque o isolamento do deputado do PSL-RJ permite que ele assuma posições defendidas pelo setor, como o reforço da segurança no campo contra roubos e invasões.
Janaína Paschoal ganhou fama ao apresentar o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). A advogada também é cotada para ocupar a vice da chapa presidencial.
O partido de Bolsonaro também apresenta candidatos ao Senado com potencial de votos. "É natural que, onde não houver candidato a governador (pelo PSL), aqueles que se identificam com a proposta liberal do Bolsonaro estarão nos apoiando", diz Luciano Bivar, presidente licenciado do PSL.
Em alguns estados, como Pernambuco, brotam candidaturas de outras siglas com bandeiras semelhantes às defendidas por Jair Bolsonaro. "Bandidos e traficantes, arrumem as malas, porque, em 2019, é cadeia ou cova", diz em um vídeo o policial militar reformado Luiz Meira, o Coronel Meira (PRP-PE).
No Rio de Janeiro, estado de Bolsonaro, o partido também não deve lançar candidato ao governo e pode apoiar a candidatura do deputado federal Índio da Costa (PSD).
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia