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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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Reestruturação do estado

Notícia da edição impressa de 07/05/2018. Alterada em 07/05 às 10h07min

Cairoli avalia que plebiscito para privatizar estatais é 'anomalia' da Constituição gaúcha

Governador em exercício citou dificuldades para extinguir fundações devido a judicialização

Governador em exercício citou dificuldades para extinguir fundações devido a judicialização


Dani Barcellos/Palácio Piratini/Divulgação/JC
Patrícia Comunello
A pauta era o lançamento de um programa para desburocratização do Estado, principalmente para acesso da atividade de micro e pequenas empreendedores, mas o governador em exercício, José Paulo Cairoli (PSD), resolveu tocar em um dos temas mais quentes do momento. Ainda sem definição sobre a possibilidade de levar à consulta popular a venda ou federalização de três estatais, Cairoli aproveitou para mostrar seu descontentamento, tendo na plateia o presidente nacional do Sebrae, Guilherme Afif Domingues, secretários e alguns deputados da base aliada na Assembleia Legislativa. 
> VÍDEOS JC: Confira as declarações do vice-governador: 
"Temos na nossa Constituição Estadual uma anomalia que é o plebiscito em algumas empresas, em cinco estatais", criticou o governador em exercício, referindo-se à exigência para conseguir alienar ativos. O governo quer o aval para o Estado se desfazer da CEEE, Sulgás e Companhia Riograndense de Mineração (CRM). "Os deputados democraticamente eleitos não concordam em fazer. O partido que colocou na Constituição não quer nem discutir isso", direcionou Cairoli, citando que a eleição deste ano está interferindo na decisão.
"Não estão preocupados com um Estado para atender clientes e consumidores, mas voltado para si mesmo. O embate político nos próximos meses é tão pouco entendível, mas vivemos nesse mundo democrático que permite esses embates", concluiu o governador em exercício. 
Cairoli aproveitou para defender mais um mandato para José Ivo Sartori (PMDB), indicando que o peemedebista "não pode ficar quatro anos apenas". "Quatro anos é pouco para fazer um pouco mais. Por isso, defendo a tese da continuidade para que a gente possa fazer efetivamente o que precisa ser feito", justificou. No final do evento, no Palácio Piratini, na última sexta-feira, Cairoli disse que não definiu se estará ao lado de Sartori na busca da reeleição.
Ainda sobre as dificuldades na relação com o Legislativo, Cairoli confidenciou proposta que já teria levado a Sartori. "Eu, que sou um cara muito prático, talvez um pouco demais, já sugeri para o Sartori: 'Vamos fechar a Assembleia, se organiza tudo e abre de novo'. Isso, infelizmente, neste momento, a gente não pode fazer. Então, tem de ser no debate, na discussão, na falta de quórum", lamentou o governador em exercício. A plateia chegou a emitir risos contidos, talvez entendendo que a proposta é mais um desabafo que algo que pudesse ser defendida. 
Na lista de dissabores do dirigente, seja com a morosidade do Estado ou com as limitações financeiras, Cairoli citou a judicialização que bloqueia a execução da extinção de fundações.
"Fechamos nove fundações e uma empresa. A Assembleia aprovou a fundação e depois a extinção, mas ainda estão discutindo judicialmente. Ora é com o juiz do Trabalho, ora com o Ministério Público, todos questionando algumas coisas, até se deve fechar ou não", narrou o inconformado vice-governador que exerce o comando do Estado, devido à licença de Sartori. 
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