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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

Notícia da edição impressa de 04/05/2018. Alterada em 03/05 às 21h13min

Polícia Federal deflagra megaoperação internacional contra doleiros

Operação cumpriu mandados de prisão no Brasil e no exterior

Operação cumpriu mandados de prisão no Brasil e no exterior


/CLAUDINEI LIGIERI/FUTURA PRESS/FOLHAPRESS/JC
Na maior operação montada nos últimos 15 anos no Brasil para combater a lavagem de dinheiro, segundo a Procuradoria da República no Rio de Janeiro, 33 mandados de prisão contra doleiros foram cumpridos no País e no Uruguai. A Operação Câmbio, desligo foi deflagrada nesta quinta-feira, e teve como alvos nomes envolvidos no esquema atribuído ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
Foram 13 mandados cumpridos no Rio, oito em São Paulo, cinco no Rio Grande do Sul, dois em Minas e dois no Distrito Federal. Três pessoas foram presas no Uruguai. Um dos principais alvos, o doleiro Dario Messer, está sendo procurado no exterior. Ele tem cidadanias brasileira e paraguaia.  
As investigações mostraram que os doleiros presos montaram uma rede complexa de crédito e débito de reais para lavar o dinheiro sujo de seus clientes. Entre eles, Cabral e as empresas JBS e Odebrecht, conforme já mostraram as investigações.
Possivelmente outros políticos e empresas serão implicados futuramente, disseram procuradores, uma vez que há "centenas" ou "milhares" de contas no exterior a serem identificadas. Segundo as investigações, foi movimentado mais de US$ 1,6 bilhão entre os anos de 2008 e 2017. Pelo menos cerca de US$ 100 milhões seriam de Cabral.
Os dois delatores do esquema, Vinicius Claret e Cláudio Barboza, foram soltos nesta quinta-feira. Eles ficaram presos por 1 ano e 2 meses e agora terão outras restrições de liberdade previstas no acordo que firmaram. 
Segundo El Hage, a "Câmbio, desligo" foi a maior operação contra lavagem de dinheiro desde a do Banestado, deflagrada em 2003, e que teve como alvo o doleiro Alberto Youssef. Dela se originam as investigações que culminaram na Lava Jato, iniciada em 2014. Dario Messer foi apontado por Youssef como um dos "doleiros de doleiros", ou seja, um operador grande que dava suporte financeiro a outros menores. Na lista dos operadores financeiros com prisão autorizada pelo juiz Marcelo Bretas estão nomes que já foram alvos de grandes operações como a Satiagraha, Castelo de Areia, Banestado e um doleiro citado no Caso Siemens. 
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