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Porto Alegre, quinta-feira, 31 de maio de 2018.
Corpus Christi. Dia Mundial de Combate ao Fumo.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 01/06/2018. Alterada em 31/05 às 19h16min

Os prejuízos da paralisação para a economia do País

Gradativamente, o cenário grevista dos caminhoneiros que paralisaram rodovias e serviços de transporte - agora, apenas em algumas rotas - mostra dados fortes sobre os prejuízos, ainda que justa a reivindicação contra o alto custo do óleo diesel, insumo básico para a atividade.
Por isso, há dois sentimentos opostos, pois a maioria da população, no início, apoiou a atitude, também preocupada com o valor da gasolina, basicamente. No entanto, com os efeitos prejudiciais quanto ao abastecimento de supermercados e chegando aos serviços hospitalares e outros insumos, a simpatia foi perdendo força. Mais ainda com as notícias sobre bloqueios e agressões para impedir a circulação dos que queriam trabalhar, para ganhar o sustento de suas famílias.
No quadro nacional da paralisação, notou-se o distanciamento entre boa parte da classe política - Congresso Nacional à frente - dos anseios populares. É que com o movimento anunciado para começar no dia 21 de maio, assim mesmo, como é uma sagrada rotina na Câmara e no Senado, parlamentares esvaziaram as duas Casas, na volta às suas bases eleitorais.
Com assuntos pautados justamente visando debater a greve anunciada, deputados e senadores, muitos, não abriram mão de voltarem a seus estados na quinta-feira anterior à greve. Ora, o momento era de concentração, de uma quase vigília cívica em busca de soluções. Mas, qual, funcionou a rotina de trabalhar de terças a quintas-feiras, com ou sem assuntos relevantes à economia do Brasil.
O resultado, todos nós vimos e, até hoje, estamos padecendo por causa dele, enquanto população. Por isso, há que haver uma modificação de atos e pensamentos dos parlamentares. Têm que sintonizar mais nas aspirações populares, com uma simbiose de interesses. Não se pode aceitar uma ação cognitiva em que, baseados na sua própria e egoísta percepção introspectiva e julgando os contrários a ela sempre errados, deputados e senadores façam aquilo que lhes convêm, deixando de ouvir o que as ruas bradam. Hoje em dia, há participação popular, muita troca de ideias. Mesmo que permeadas de notícias falsas e instigadoras de rebeldia, demonstram os reclamos do povo e para os quais as autoridades do Executivo, do Congresso e do Judiciário têm que ficar atentas. São os Poderes que comandam o País.
Fica a lição: empresários, políticos, juízes e ministros das cortes superiores, ao contrário do que alguns afirmam, têm, sim, que estar atentos à voz das ruas. Ainda que apliquem a lei independentemente de opiniões populares a favor ou contra, não podem ignorar reivindicações em nome de uma fria e distante interpretação legal. Com a greve, em 13 segmentos da economia, há perdas de mais de R$ 50 bilhões com fábricas paradas e exportações suspensas.
Nos portos do Sul, as operações diárias de granéis como soja, milho, trigo e outras caíram de 150 mil toneladas para 120 mil. Provou-se que o Brasil movimenta-se pelas rodovias, e são os caminhoneiros que as percorrem, dia e noite. Também eles buscam e entregam nas cidades as encomendas de praticamente todas as atividades.
Os lembrados modais ferroviário e hidroviário, obviamente, transportam a granel cargas da produção. Porém, não têm como atender ao serviço porta a porta, por motivos óbvios. Resumindo, tratar bem os caminhoneiros em sua faina diária interessa tanto a eles quanto, mais ainda, como confirmado, à população e à economia nacional. Mas dentro da ordem legal.
 
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