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Porto Alegre, terça-feira, 29 de maio de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 30/05/2018. Alterada em 29/05 às 20h35min

É fundamental o retorno de todas as atividades

Fazer greve é algo legítimo quando estão em jogo os interesses superiores de uma categoria. Mas, como em todas as sociedades, elas, as greves, devem seguir normas. Ou viram situações desordenadas nas quais, algumas vezes, há conflitos e interesses difusos. No caso atual do Brasil, tudo indica que o movimento, sem lideranças efetivas e com o gigantismo territorial do País, saiu fora do controle. Se é que havia algum tipo de controle desde o início, em 21 de maio. Prejuízos bilionários registrados na economia, uma população acuada e produção parada em muitos setores.
Claro que a insatisfação com o preço do óleo diesel era flagrante. No entanto, com o passar dos dias, a paralisação dos caminhoneiros não apenas ampliou-se como abordou outros interesses. Inclusive políticos com pedidos de intervenção militar e renúncia do presidente Michel Temer (MDB) e do presidente da Petrobras, Pedro Parente.
É um sinal da desorganização e de uma insatisfação geral pelos problemas nacionais. Mas, tirando o foco do movimento e levando perto do caos setores da economia, com muitos bilhões de prejuízos. Baixar o custo do óleo diesel era e é algo aceitável. Mas parar o País, mesmo depois de atendidos os pleitos dos profissionais, passou do tolerável. Agora, novas exigências de lideranças dispersas. Algumas descambando para vieses políticos. Como pano de fundo, notícias falsas pelas redes sociais inflamando o imaginário de muitos.
Encontro entre o presidente Michel Temer e o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), no Palácio dos Bandeirantes, debateu as novas exigências dos grevistas, ou de parte deles, eis que, repete-se, quem lidera mesmo ninguém sabe. Agora, os pleitos são uma tabela de fretes, que o governo fixe o valor do desconto na bomba em todo o País, e que sejam excluídas multas e punições na carteira dos motoristas durante o período da greve. Finalmente, menos percentual do ICMS cobrado pelos estados, o que teve, de pleno, contrariedade dos governadores, também às voltas com déficits recorrentes nas suas contas estaduais.
Afinal, o Brasil está com problemas financeiros. Sair tirando presidentes e pedir intervenção militar resolveria mesmo e exatamente o quê? Não, isso é um delírio de alguns que não raciocinam em soluções. Pelo contrário, estão colocando mais dificuldades naquelas que estamos vivendo há anos. O resultado é um só, mais e mais problemas.
Voltar ao trabalho e tratar de cumprir o que foi acordado livremente é fundamental. Trabalhando em suas obrigações profissionais engrandecerá a categoria dos caminhoneiros e das empresas de transportes perante a opinião pública. Os prejuízos à economia nacional já são muitos e de difícil recuperação.
Por isso reitera-se que é preciso voltar à normalidade dos trabalhos. Não são os governantes que estão sendo prejudicados, mas pessoas comuns, doentes hospitalizados, crianças sem escola, trabalhadores não comparecendo aos seus empregos, indústrias paradas, arrecadação caindo.
Enfim, uma paralisia forçada de uma sociedade que almeja, como talvez jamais antes nos últimos 30 anos, muita organização para sair da crise de desemprego, que prejudica milhões de patrícios e, por tabela, as famílias às quais estão vinculados.
Os pedidos dos caminhoneiros foram atendidos. O que resta para que todos retornem ao seu importante ofício? Ou há, sim, segundas intenções de grupos minoritários - mas ativos - que querem pegar, literalmente, "carona" nos caminhoneiros que - felizmente - estão retornando às suas atividades nas rodovias nacionais? O Brasil precisa da volta total à normalidade.
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