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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de maio de 2018.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 29/05/2018. Alterada em 28/05 às 21h17min

Governo já cedeu; falta a volta à normalidade no País

Com uma paralisação que atingiu praticamente todo o País, a greve dos caminhoneiros teve acordo finalizado no domingo à noite, no Palácio do Planalto. Mas a normalização dos serviços não se deu como o esperado., mesmo que os grevistas tenham conseguido o que almejavam. O Tesouro Nacional bancará o que a Petrobras deixará de arrecadar.
A reoneração virá. A poderosa Confederação Nacional da Indústria (CNI) já contestou pontos do acordado, julgando que são onerosos à categoria. Óleo diesel mais barato aqui quando o preço praticado no mundo pelo barril de petróleo atingiu a US$ 80,00. Por isso, não apenas no Brasil, ao contrário do que muitos pensam, o diesel subiu demais na França e na Inglaterra. No caso brasileiro, a política de alinhamento ao custo mundial do petróleo está de acordo com o praticado na Europa e Estados Unidos.
O problema foi a infeliz coincidência de que tal política começou a ser implementada em meio a um movimento altista do petróleo. Além disso, o repasse quase diário das oscilações, para cima (a maioria dos reajustes) e para baixo (poucas vezes) também veio junto a uma crise forte no Brasil. Afinal, aumentar combustíveis quase diariamente quando há cerca de 12,7 milhões de desempregados e déficits na União, em muitos estados e em quase todas as prefeituras do País, não é algo fácil de aceitar pela população. E não foi mesmo.
O melhor - e isso está acordado entre o governo e os grevistas - será um reajuste ponderado pela média das oscilações, a cada 30 dias. Com isso e sendo anunciado antecipadamente o percentual, com certeza, os caminhoneiros e as empresas de transportes terão condições de se organizar.
É uma questão de bom-senso e que deve ser aplicada em prol dos interesses coletivos. Ficou provado, com os bloqueios de rodovias e a paralisação geral dos caminhoneiros, que o Brasil se movimenta, em todos os setores da economia e dos serviços em geral, por caminhões. Não é nenhuma novidade, porém isso está sendo, cabalmente, provado, se é que ainda restavam dúvidas no imaginário popular. Foi algo jamais visto no País.
Na distribuição no varejo, nas cidades, pequenas, médias e grandes, está evidenciado que a entrega dos combustíveis, de mercadorias, de hortifrutigranjeiros, de medicamentos, inclusive os hospitalares, e o transporte coletivo - este uma obviedade - continuarão na dependência absoluta de veículos a diesel. No entanto, ferrovias e hidrovias poderiam escoar, em grandes quantidades e a custos mais vantajosos, retirando milhares de caminhões das rodovias, a produção em geral dos campos e dos centros de produção. Porém, há décadas, foram relegadas, em favor da política do rodoviarismo, na década de 1950, em detrimento das ferrovias e hidrovias as quais, até aquela data, prestavam inestimáveis serviços. Agora, reativar o modelo, sucateado há 40 anos pelo menos, não será fácil. Importante é normalizar o serviço de transporte de todos os tipos de cargas nas rodovias estaduais e federais.
A população não pode esperar mais. Então, que seja cumprido o acordo. E que os petroleiros não façam uma greve descabida, prejudicando a tudo e a todos mais ainda. A virtude está no meio, sabemos, e ele deve ser encontrado. Logo. O fato é que as reivindicações, um total de R$ 9,5 bilhões de renúncias fiscais, serão pagas por todos os brasileiros, tenham ou não caminhões ou empresas transportadoras. Que todos voltem ao trabalho.
 
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