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Internacional

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Crise Política

Notícia da edição impressa de 30/05/2018. Alterada em 29/05 às 22h35min

Indicação de premiê pró-UE aproxima Itália de nova eleição

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, indicou, na segunda-feira, Carlo Cottarelli, ex-dirigente do FMI, como premiê provisório. O economista substituirá Giuseppe Conte, jurista e professor universitário indicado na semana passada, que renunciou após uma tentativa frustrada de liderar uma coalizão entre o partido populista Movimento 5 Estrelas (M5S) e a Liga, de extrema direita.
Cottarelli, de perfil tecnocrata, deve ficar no poder só até a realização de novas eleições. Sua nomeação agravou a crise política iniciada com as eleições legislativas de março. Desde então, os partidos se sucedem na tentativa de formar uma maioria estreita no Parlamento, sem sucesso.
A decisão de Conte de nomear para o cargo de ministro da Economia o eurocético Paolo Savona, crítico contumaz da moeda única europeia e da Alemanha, levou Mattarella a usar seus poderes constitucionais para vetar o novo governo. Desautorizado em uma decisão inédita por parte de um chefe de Estado, Conte renunciou sem se submeter ao voto de confiança do Parlamento italiano.
O presidente alegou, ainda, que o plano de coalizão entre M5S e Liga era infundado e não trazia estimativas realistas de financiamento. Economistas previam que as medidas a serem adotadas por Conte - como corte de impostos, criação de uma renda mínima de ¤ 780 e redução da idade mínima de aposentadoria - criariam um buraco no orçamento avaliado entre ¤ 100 bilhões e ¤ 150 bilhões por ano. Isso agravaria a situação do país, que já tem a segunda maior dívida da União Europeia (UE), atrás apenas da Grécia, com 132% do PIB.
O veto de Mattarella foi criticado pelos dois partidos que liderariam a coalizão, já que Cottarelli deverá formar um "governo técnico", sem nomeações ligadas a partidos políticos e, portanto, distante do plano de governo que M5S e Liga vinham preparando. Pesquisas de opinião mostraram que 60% dos italianos não aprovaram a atitude do presidente.
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