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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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venezuela

Notícia da edição impressa de 18/05/2018. Alterada em 17/05 às 21h48min

Pesquisas indicam vitória da oposição na Venezuela

Falcón, que rompeu com a MUD para concorrer à presidência, aparece à frente de Maduro em dois levantamentos

Falcón, que rompeu com a MUD para concorrer à presidência, aparece à frente de Maduro em dois levantamentos


/JUAN BARRETO/AFP/JC
Duas pesquisas de opinião divulgadas nesta quinta-feira mostram o oposicionista Henri Falcón à frente de Nicolás Maduro, atual presidente da Venezuela. A eleição presidencial ocorre neste domingo.
De acordo com o instituto Datanálisis, o dissidente chavista tem 30% dos votos, contra 20% do atual mandatário. Em terceiro aparece o pastor evangélico Javier Bertucci (14%), um "outsider" na política, que tem feito um discurso de oposição ao governo. Entre os que se declararam dispostos ou muito dispostos a votar, Falcón vence Maduro por 37% a 28%.
Para se candidatar, Falcón rompeu com a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão dos principais partidos oposicionistas, que tem pregado a abstenção, com o argumento de que o governo fraudará o resultado. A decisão da MUD de não participar do pleito foi rechaçada por 67,7% dos entrevistados. Esse percentual sobe para 70,5% ente os que se identificaram como oposicionistas a Maduro.
Sobre a gestão de Maduro, 67% concordaram com a afirmação de que ele não tem plano nem equipe para governar o país. A nação vive intensa crise econômica, que tem levado milhares de cidadãos a emigrar. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 15 de maio, e tem uma margem de erro de 3,44 pontos percentuais.
No levantamento realizado pela Varianzas, a vantagem de Falcón é mais ampla: 45,5%, contra 24,9% para Maduro. Questionados se querem a reeleição de Maduro por mais seis anos de mandato, 76,2% responderam que não. Varianzas foi a campo de 9 a 16 de maio. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais.
Nesta reta final de campanha, há muita confusão e pouco clima eleitoral na Venezuela. A votação será o momento em que finalmente, após cinco anos de conflito e de agravamento da crise, Maduro se submeterá ao escrutínio dos cidadãos.
Geralmente realizada em dezembro, a eleição foi antecipada por Maduro, sob a alegação de que dará mais estabilidade política ao país. O mandato presidencial na Venezuela é de seis anos, sem limites para reeleição.
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