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Porto Alegre, quarta-feira, 16 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Notícia da edição impressa de 17/05/2018. Alterada em 16/05 às 19h23min

Oposição se divide sobre ir às urnas na Venezuela

Presidente aparece em segundo em pesquisa de intenção de voto

Presidente aparece em segundo em pesquisa de intenção de voto


/LUIS ROBAYO/AFP/JC
A poucos dias da eleição presidencial da Venezuela, que ocorre no domingo, opositores do regime de Nicolás Maduro estão divididos sobre se vale a pena votar. Entre os que defendem o comparecimento às urnas, o argumento mais forte é a alta rejeição ao presidente, em torno de 80%. Na pesquisa de intenção de voto mais recente do Instituto Datanálisis, ele aparece 7,1 pontos percentuais atrás do oposicionista Henri Falcón (41,4% a 34,3%).
"Nunca tivemos as condições históricas como agora", afirma Luis Augusto Romero, secretário-geral do Avanço Progressista, partido de Falcón, ao mencionar a impopularidade de Maduro, em meio à hiperinflação e à recessão que assolam o país. "Temos a extraordinária possibilidade de sair deste governo delinquente pela via pacífica e constitucional", diz.
Outro argumento dos favoráveis à participação é o resultado do boicote da oposição à eleição legislativa de 2005. Com controle total da Assembleia Nacional, os governistas nomearam sozinhos juízes do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) e reitores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), além de mudar as leis sem interferência da oposição.
"Foi o melhor dos favores do mundo. O governo queria se tornar autoritário, e a oposição deixou o caminho livre", afirma o sociólogo Carlos Raúl Hernández, da Universidade Central da Venezuela, que defende o comparecimento.
Na classe política, a posição a favor da abstenção é majoritária e inclui a coalizão oposicionista MUD (Mesa da Unidade Democrática). Seus principais nomes, Henrique Capriles e Leopoldo López, estão inelegíveis por decisão de órgãos federais controlados pelo chavismo.
"Há muito pouca possibilidade de mudança política", afirma o cientista político Guillermo Tell Aveledo, da Universidade Metropolitana, que não sairá de casa para votar no domingo.
O analista cita duas razões para prever o triunfo de Maduro. Em primeiro lugar, ele não vê no ex-chavista Falcón a capacidade para mobilizar em massa o eleitorado opositor. Ele também aponta para uma ampla vantagem do governismo por controlar instituições como o CNE e as Forças Armadas, além do uso da máquina estatal para distribuir benesses aos eleitores.
Geralmente realizada em dezembro, a eleição presidencial foi antecipada por Maduro, sob a alegação de que dará mais estabilidade política ao país. O mandato presidencial na Venezuela é de seis anos, sem limites para reeleição. Para observadores, a antecipação aumenta as chances do mandatário, em meio à deterioração das condições socioeconômicas do país, sem sinais de reversão no curto prazo.
 
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