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Porto Alegre, quinta-feira, 03 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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América do Sul

Notícia da edição impressa de 04/05/2018. Alterada em 03/05 às 22h56min

Campanha pelo aborto ganha força na Argentina

Enquanto o Congresso da Argentina debate uma lei que permitiria o aborto até a 14ª semana de gestação, ativistas sociais, atores, intelectuais e distintos grupos da sociedade vêm se expressando a favor e contra a legislação. A discussão chegou ao Parlamento a pedido do presidente Mauricio Macri, que, apesar de se dizer "pró-vida", considerou necessário o debate neste momento.
Analistas alegam que o gesto faz parte de uma estratégia política, uma vez que o mandatário, de centro-direita, vem perdendo popularidade. Dessa forma, apoiar a discussão sobre aborto seria um gesto para atrair a simpatia do setor mais progressista do eleitorado. Macri, porém, prometeu que, se a lei chegar à sua mesa aprovada pela Câmara de Deputados e pelo Senado, ele não a vetará.
Por ora, as sondagens mostram que os deputados devem posicionar-se a favor da medida, enquanto o Senado, de perfil mais conservador, talvez tente colocar obstáculos. É por conta dessa situação ainda incerta e pela proximidade das votações que as mulheres têm ido às ruas na Argentina, em manifestações próprias ou unindo-se a outras, como a que ocorreu no Dia do Trabalhador.
Em termos de aprovação popular, a medida vem ganhando mais apoio. Até cinco anos atrás, apenas 27% dos argentinos eram a favor da liberalização do aborto, agora são 40%. Pela atual lei, só é possível abortar em casos de estupro e de risco de vida da mãe. A nova legislação seria semelhante à do Uruguai, que libera o procedimento sem restrições até a 12ª semana de gestação.
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