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Porto Alegre, terça-feira, 01 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Internacional

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Oriente Médio

Alterada em 01/05 às 21h12min

Irã trabalha para manter a Europa no acordo nuclear

Netanyahu acusou o país de mentir sobre programa de armas atômicas

Netanyahu acusou o país de mentir sobre programa de armas atômicas


JACK GUEZ/AFP/JC
O Irã está tentando manter a Europa ao seu lado enquanto surgem dúvidas sobre o futuro de seu acordo nuclear com potências ocidentais e suspeita de ataques aéreos israelenses em suas bases na Síria. Sem opções militares, o Irã parece estar calibrando sua resposta à crescente pressão diplomática e militar dos Estados Unidos e seus aliados, Israel e Arábia Saudita. O objetivo de Teerã é diminuir a capacidade de o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, impor novamente sanções, manter sua influência na Síria e evitar uma guerra regional mais ampla, disseram analistas.
Trump definiu o prazo final de 12 de maio para decidir se vai ou não adiar o acordo, que suspendeu a maioria das sanções ao Irã em troca de cortes em seu programa nuclear. O presidente norte-americano, Israel e alguns líderes europeus expressaram alarme sobre o programa de mísseis balísticos do Irã e sua influência em conflitos na Síria e no Iêmen, que não são cobertos pelo acordo.
O presidente iraniano, Hassan Rouhani, passou uma hora ao telefone com o presidente francês, Emmanuel Macron, no domingo, classificando o acordo nuclear de "não negociável", segundo a mídia estatal iraniana. Ele acrescentou que o Irã está "pronto para o diálogo" sobre a estabilidade regional.
Após a apresentação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do que ele disse ser uma nova evidência sobre o programa nuclear de Teerã, autoridades iranianas emitiram insultos na segunda-feira, mas não fizeram ameaças que poderiam alienar a Europa, onde o apoio ao acordo nuclear continua alto.
A posição contrasta com respostas anteriores mais fortes do Irã. Depois que os legisladores dos EUA autorizaram Trump, em 2016, a ampliar as sanções a Teerã, o país ordenou que os cientistas desenvolvessem um sistema de propulsão nuclear para os navios. Novas sanções de Washington contra o programa de mísseis balísticos iraniano nos últimos anos foram respondidas com sanções árabes contra empresas e indivíduos norte-americanos, apesar de serem em grande parte simbólicas.
O discurso de Netanyahu parece ter sido feito para acabar com a credibilidade do Irã. O líder israelense disse que agentes de inteligência de seu país descobriram uma série de planos iranianos para um programa de armas nucleares, provando que Teerã mentiu ao mundo sobre suas ambições atômicas. Mas grande parte da Europa não ficou convencida. A França e o Reino Unido afirmaram ontem que as evidências israelenses realmente reforçavam a necessidade do pacto, que proibia qualquer atividade ligada ao desenvolvimento de armas nucleares e delineou inspeções internacionais.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reiterou que seu relatório de 2015 sobre a história do programa nuclear iraniano não encontrou "indícios confiáveis" de que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares depois de 2009. 
 

Ataques israelenses à Síria serão respondidos, avisa Teerã

O presidente do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Alaeddin Boroujerdi, disse ontem que o país responderá "no momento e no local apropriados" a um suposto ataque com mísseis israelenses que matou diversas tropas iranianas na Síria. Os comentários dele foram os primeiros a abordar diretamente o bombardeio de domingo no Norte da Síria, que, acredita-se, tenha sido realizado por Israel.
Um grupo de monitoramento de guerra e uma agência de notícias iraniana disseram que os ataques mataram mais de uma dúzia de combatentes pró-governo, muitos deles iranianos. "A agressão da entidade sionista contra a presença de nossos conselheiros militares na Síria nos dá o direito de responder no local e no horário apropriados", disse Boroujerdi, em entrevista coletiva na capital síria. 
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