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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Ensino Superior

Notícia da edição impressa de 18/05/2018. Alterada em 17/05 às 21h24min

Estado registra queda de matrículas nas universidades particulares

RS teve queda de 3,6% no número de matrículas em cursos presenciais privados

RS teve queda de 3,6% no número de matrículas em cursos presenciais privados


CAMILA CUNHA/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC
Suzy Scarton
O Rio Grande do Sul registrou queda de 3,6% no número de matrículas em cursos presenciais privados no Ensino Superior - de 299 mil em 2015 para 288 mil em 2016. A crise econômica e a redução na oferta de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) são apontadas como as razões para a queda, que também causou impacto no número de novos alunos - redução de 1,2%, de 92 mil ingressantes em 2015 para 91 mil em 2016.
Na Região Metropolitana, os números não sofreram tanta alteração. As matrículas caíram 0,6%, de 144 mil para 143 mil; e o número de ingressantes cresceu 4,6%, de 48 mil para 50 mil. No cenário nacional, houve recuo de 2,6% (de 4,816 milhões em 2015 para 4,690 milhões em 2016) em matrículas e de 4,9% (de 1,724 milhões para 1,638 milhões) em ingressantes. O levantamento do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) será apresentado nesta sexta-feira durante o 11º Seminário de Ações Digitais na Educação Brasileira, às 9h, no Hotel Deville Prime, na Capital.
O cenário vem sendo administrado pelas universidades particulares com a criação de sistemas próprios de financiamento. O diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, acredita que cerca de 80% das instituições estejam recorrendo a esse mecanismo. "Tem sido a forma de atenuar a queda de alunos. A alternativa é esse crédito, que é basicamente um parcelamento. Em vez de pagar o curso em quatro anos, paga em oito", explica.
Embora a queda no número de alunos tenha sido contrabalanceada com essa opção de financiamento, as universidades precisaram interromper investimentos e reduzir estrutura e pessoal. "Por conta do Fies, a demanda pelo Ensino Superior cresceu muito entre 2010 e 2014. Foram abertos novos cursos, novas vagas. Agora, as universidades precisam se readequar", comenta. Mesmo assim, Capelato garante que a qualidade não caiu, uma vez que as instituições precisam se adequar às exigências do Ministério da Educação.
Em contrapartida, os índices de matrículas nos cursos a distância, tanto no Estado como na Região Metropolitana, apresentaram resultados positivos. No Estado, cresceram 9,6% (90.292 em 2015 para 98.983 em 2016); e os de ingressantes, 18,2% (de 46.443 para 54.902). Já na Região Metropolitana, cresceram 11,9% (de 43.470 para 48.664) em matrículas e 11,6% (24.549 para 27.404) em ingressantes.
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