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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Estradas

10/05/2018 - 10h53min. Alterada em 10/05 às 11h23min

Governo libera R$ 29,5 milhões para duplicação de trecho da BR-116

Verba será destinada para conclusão de trecho da rodovia entre Sentinela do Sul a São Lourenço

Verba será destinada para conclusão de trecho da rodovia entre Sentinela do Sul a São Lourenço


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Bruna Oliveira
Uma nova tentativa de destravar as obras de duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas, terminou com perspectiva otimista em Brasília. Em reunião na noite desta quarta-feira (9), com os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e dos Transportes, Valter Casimiro, o senador Lasier Martins (PSD-RS) e o deputado Giovani Cherini (PR), o governo federal garantiu verba extraorçamentária de R$ 29,5 milhões para a duplicação da rodovia.
O valor corresponde a um descontingenciamento do orçamento e será destinado à conclusão do trecho entre Sentinela do Sul a São Lourenço, equivalente aos lotes 4, 5, 6 e 7, passando por Camaquã e Cristal. A liberação garante a retomada de 35 quilômetros, ou 15% da obra. Com a verba, o orçamento total da obra para este ano ficou em R$ 99,7 milhões, sendo R$ 70,2 milhões em valores empenhados.
O prefeito do município Tapes, Silvio Rafaeli, também presidente da associação dos municípios da região da Costa Doce e à frente de mobilização que cobra pela conclusão das obras, comemora a decisão, mas avalia que a verba ainda não é suficiente. "Cada centavo que entrar é um alento, mas, nesta velocidade, ainda levaremos sete anos para ver a obra pronta", projeta. Rafaeli garante que a região seguirá pressionando por mais esforços e que a pauta será tema principal durante a próxima Marcha dos Prefeitos, em Brasília, marcada para o dia 21 deste mês.
A duplicação total da rodovia envolve 234,9 quilômetros, divididos em nove lotes. Desses, somente quatro lotes, de Tapes a São Lourenço do Sul, estão com obras em andamento, de acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os demais trechos enfrentam dificuldades para avançar em razão de falência de empreiteiras ou em recuperação judicial.
O trecho mais crítico é o que abrange os lotes 1 e 2, de Guaíba até Tapes, onde a obra está parada devido a um impasse envolvendo a Constran S/A – Construções e Comércio, empresa que executa o serviço. Neste ponto, a obra estaria 63% concluída. Na terça-feira (7), representantes o Exército e do Dnit vistoriaram os lotes e uma área de apoio para extração de material para a obra.
O objetivo da inspeção foi mostrar aos técnicos militares as condições da rodovia, para que possam definir se será possível firmar um convênio e retomarem os trabalhos nos 50 quilômetros entre Guaíba e Tapes.
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Comentários
Rafael Lopes 10/05/2018 15h31min
É um absurdo a falta de andamento desta obra, fundamental para destravar o escoamento da produção industrial e agrícola até o Porto do Rio Grande. Para o Rio Grande do Sul um estado exportador o silencio do governo do estado em se posicionar em apoio aos movimentos para destravar esta obra é inverso do clamor das comunidades que sofrem diariamente com o numero de vitimas que este trecho tem causado a população Gaucha.