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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

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São Paulo

Notícia da edição impressa de 08/05/2018. Alterada em 07/05 às 22h48min

Universidade se recusou a receber prédio por problemas estruturais

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) rejeitou, em 2013, a oferta de instalação do curso de Direito no edifício Wilson Paes de Almeida, que desabou na madrugada de terça-feira passada, em São Paulo. Segundo a instituição, o prédio apresentava "condições de degradação e abandono". Em ofício enviado à Secretaria do Patrimônio da União no dia 29 de abril de 2013, a Unifesp alega que vistoria realizada por técnicos da pró-reitoria de Planejamento constatou diversas irregularidades no edifício. 
A Unifesp afirmou, em ofício, que "apesar de ter interesse pelo imóvel e reconhecer sua importância histórica" não teria condições técnicas e orçamentárias para arcar com a recuperação e manutenção do edifício. A equipe que vistoriou o local constatou problemas de alagamento permanente do subsolo, descolamento da empena lateral em relação ao prédio vizinho, que indicava necessidade de avaliação estrutural, descolamento de elementos de revestimento da fachada, podendo atingir pedestres, e não atendimento das normas do Corpo de Bombeiros, implicando em nova torre de escadas enclausurada.
Em nota, a universidade explicou que não foi o único órgão público a recusar o recebimento do imóvel. "Tanto as gestões (dos ex-prefeitos) Kassab (Gilberto) quanto Haddad (Fernando), recusaram recebê-lo, dado seu estado de abandono, deterioração e riscos estruturais".
O trabalho de resgate de vítimas e de remoção dos escombros ainda segue. Na semana passada, parte do corpo de Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos, foi encontrado. A arcada dentária e o tecido humano encontrados confirmaram a identidade do morador, que estava sendo resgatado no momento do desabamento.
O capitão dos bombeiros Marcos Palumbo deu um prazo de cinco dias para encerrar os trabalhos. Em uma semana, pelo menos 1,5 mil toneladas de entulho já foram retiradas do local.
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