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Tiago Schmitz, proprietário do Charlie Brownie. Foto: /FREDY VIEIRA/JC

Tiago Schmitz

Proprietário do Charlie Brownie e Charlie Pub

Porto Alegre, a cidade dos sonhos dos empreendedores

Imagine uma cidade em que empreender seja motivo de orgulho para seus habitantes e governantes. Imagine agora que os órgãos legais oferecem todo apoio para que empresas e pessoas prosperem. Que a justiça seja feita a partir do diálogo. Sem grandes burocracias: o objetivo de todos é fazer com que dê certo.
Imagine linhas de crédito acessíveis, sem grandes taxas bancárias e interesses de ganho acima do propósito. Imagine agora um sistema de ganha-ganha em que o empreendedor ganha, o órgão público ganha, o trabalhador ganha, a sociedade ganha.
Imagine agora fiscais públicos que orientam, concedem licenças e oferecem tempo para que as regras sejam cumpridas de forma plena. Que evitam multas antes do bom senso. Que concedem partindo do pressuposto de que quem empreende tenta fazer seu melhor. Com erros? Claro, errar é humano. Com possibilidade de crítica? Claro! Com correções no caminho? Sempre!
Imagine então uma cidade que eduque seus cidadãos para que empreendam desde cedo. Que coloquem o melhor de si a disposição do outro. Em troca de recursos? Claro! Precisamos dele para viver. Com propósito? Sim, seria sanguinário demais empreender apenas por dinheiro.
Imagine uma cidade que incentive a população a criar sua própria renda, depois gerar ainda mais empregos, conquistar espaço no dito mercado, ser reconhecido por clientes, ter mais recursos, fazer mais investimentos e com isso todo mundo podendo viver mais e melhor. Imagine então um horizonte de empreendedores que se apoiam mutuamente, que esquecem do monstruoso mercado da concorrência e passem a acreditar no fantástico mundo da colaboração. Eu prospero, tu prosperas, eles prosperam, nós prosperamos. Como um mantra a ser ecoado. Como um desejo a ser realizado. Imagine agora que esse texto seja lido sem a visão julgadora de quem acredita que eu sou de direita. Nem a visão conservadora de quem acredita que eu sou da esquerda. Ou ainda sem livre daquela ideia de que estou querendo atingir alguém negativamente com palavras.
Imagine que utopia seria se Porto, que já foi Alegre, voltasse a ser de todos nós, empreendedores da humanidade. Sonhadores de uma cidade melhor. Pessoas de um mesmo propósito. Imaginem que louco seria acreditar que isso possa acontecer um dia e que só depende de (todos) nós construir esse lugar.
 
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