Porto Alegre, quarta-feira, 30 de maio de 2018.

Jornal do Comércio

COMENTAR | CORRIGIR

Agronegócios

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 30/05 às 17h38min

Cultura de oliveiras cresce no Rio Grande do Sul

No início do século 18, quando os primeiros portugueses desembarcaram no Estado, vieram com algumas mudas de oliveiras. A planta, no entanto, não se adaptou bem ao solo litorâneo onde foi cultivada e as árvores passaram a servir de ornamento. Há pouco mais de uma década, no entanto, um novo olhar foi lançado para a produção de azeitonas, uma silenciosa e lenta transformação, cujos frutos já aparecem.
Hoje, são cerca de 3,5 mil hectares de pomares - entre os quais, 700 em produção, plantados especialmente nas áreas de serra da Metade Sul, que reúne as condições climáticas e de solo ideais. Segundo estimativas da Câmara Setorial das Oliveiras, ligada à Secretaria de Agricultura do Estado, já foram investidos cerca de R$ 150 milhões na atividade. O resultado são pelos menos oito empresas em funcionamento, que produziram, em 2017, cerca de 55 mil litros de azeite.
De qualidade superior, o azeite gaúcho já foi premiado em concursos pelo mundo. A produção, porém, ainda é ínfima, se comparada ao tamanho do mercado brasileiro, que consome mais de 90 mil litros de azeite por ano. Um dos grandes desafios do setor, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura, Eudes Marchetti, é a competição com o azeite importado da Europa, que além de entrar no país com menos taxas, ainda pode sofrer o "batismo", mistura de outros óleos para aumentar o volume e reduzir o preço. 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia