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Indústria Petroquímica

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 24/05 às 20h06min

Braskem investe em manutenção

BRASKEM/DIVULGAÇÃO/JC
Enquanto comemora os resultados positivos alcançados no mercado global em 2017, a Braskem - a maior companhia presente no Polo Petroquímico - não perde de vista os investimentos no Brasil e, por consequência, no Rio Grande do Sul. Com um total de 1,7 mil empregados na unidade de Triunfo, que inclui dois crackers, cinco plantas de polietileno e duas de polipropileno, a empresa chega a produzir no polo cerca de 1,25 milhão de toneladas de eteno por ano.
Do total de R$ 1,8 bilhão que a empresa planeja investir em aspectos como manutenção, saúde, segurança e eficiência das unidades localizadas no Brasil, em torno de R$ 300 milhões foram destinados à parada de manutenção realizada em março e abril na unidade de Químicos 2 de Triunfo. O processo contou com novas tecnologias, como um tanque de limpeza ultrassônica - que reduziu em 90% o consumo de água, segundo a empresa - e um drone - que deu mais segurança aos operadores encarregados de acompanhar o acionamento do flare, dispositivo que envolve queima de gases dentro da planta.
Também é em Triunfo que a Braskem produz, desde 2010, um de seus itens mais importantes: o polietileno derivado de cana-de-açúcar, também chamado de plástico verde. A planta de eteno verde - matéria-prima do plástico verde - tem capacidade de 200 mil toneladas anuais e foi resultado de um investimento de cerca US$ 290 milhões - algo em torno de R$ 980 milhões em valores atuais. Ainda neste ano, a empresa vai passar a fornecer o plástico verde para o grupo dinamarquês Lego, que deverá usar o material para elementos botânicos - como árvores e arbustos - dos kits de blocos de montar.
Produtos como o polietileno verde surgiram a partir das pesquisas realizadas dentro da própria companhia, aqui mesmo no Rio Grande do Sul. O Centro de Tecnologia e Inovação (CTI), uma das mais modernas centrais de pesquisa de polímeros do continente, inclui 15 laboratórios e conta com cerca de 180 profissionais - mais da metade do total de integrantes do ambiente de inovação da Braskem em escala global.
Com um total de 41 unidades industriais em quatro países, a companhia quebrou recordes de produtividade em 2017. No Brasil, a produção de itens como eteno, butadieno, gasolina, polietileno e polipropileno superou marcas históricas, e a taxa de utilização dos crackers foi de 94%, dois pontos percentuais acima do índice de 2016.

Companhia quebra recordes no País

Em escala mundial, o desempenho da Braskem em 2017 também foi um dos maiores da história. O lucro líquido foi recorde: R$ 4 bilhões. A companhia atribui o resultado a fatores como a diversificação geográfica, o equilíbrio no balanço de matérias-primas e a busca contínua de eficiência.
No Brasil, as vendas de resinas da empresa totalizaram 3,5 milhões de toneladas, 4% a mais do que em 2016. Com isso, o market share da Braskem no mercado brasileiro chegou a 69%, e as operações geradas pelas exportações do Brasil e das unidades internacionais representaram 47% da receita.
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