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CELULOSE

Notícia da edição impressa de 25/05/2018. Alterada em 23/05 às 18h06min

Produção voltada à exportação

EURICO SALLES/DIVULGAÇÃO/JC
Em 2015, a Companhia Manufacturera de Papeles y Cartones (CMPC) investiu R$ 5 bilhões na expansão da sua planta fabril, aumentando em quase quatro vezes a capacidade produtiva, que passou de 450 mil para 1,8 milhão de toneladas de celulose/ano. O incremento tornou a CMPC Celulose Riograndense a maior fabricante gaúcha de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto, com 90% da produção destinada à exportação, especialmente para a fabricação de papéis de higiene pessoal (tissue) de alto valor agregado.
Mesmo ampliando em quase quatro vezes a sua produção final, a empresa investiu na eficiência produtiva e fez diminuir em 40% o seu consumo total de água. Além disso, 99,7% de todos os resíduos sólidos industriais gerados durante o processo são tratados e destinados para diferentes usos na agricultura, como adubo orgânico, corretivos de acidez de solos, entre outros. Com a entrada em operação de Guaíba 2, a unidade também garantiu sua autossuficiência energética, e ainda disponibiliza um excedente de 30 MWh ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Hoje, a Celulose Riograndense toma 8,8 vezes mais carbono da atmosfera do que emite. A empresa investiu e aprimorou seus sistemas de contenção de poeira, de controle de odores e de ruídos com as tecnologias mais modernas do mundo. Também inovou na logística de transporte com melhorias em vias urbanas municipais e rodovias federais, além de otimizar o modal hidroviário através da Lagoa dos Patos para o transporte de madeira. Anualmente, 1,5 milhão de toneladas de celulose são transportados em barcaças, bem como 1,4 milhões de m³ de toras de eucalipto. Isso representa 33 mil viagens fora das estradas para transporte de toras ao ano e 42 mil viagens fora das estradas para transporte de celulose ao ano.
Segundo o presidente, Walter Lídio Nunes, o grande desafio da empresa é movimentar a fábrica de forma articulada, superando obstáculos econômicos, sociais, políticos e ambientais. "Isso tudo se faz ao mesmo tempo, conjuntamente, pois cada um desses fatores está interligado ao outro, numa complementação complexa, dinâmica e permanente. Por isso, ao longo dos anos de 2015 e 2016, a empresa acumulou uma bagagem de conhecimento empírico, cujo maior aprendizado é que o planejamento é o pai de todo o sucesso", diz ele.
O presidente lembra que ajustes são inerentes ao processo e fundamentais para aprimorar o desempenho de qualquer indústria. Foi o que aconteceu, por exemplo, em julho de 2017, quando foram executadas inspeções adicionais em vários pontos da caldeira de recuperação da Linha 2 e decidiu-se efetuar um plano de troca de partes de tubos da mesma, a fim de retomar a sua capacidade nominal ou até superá-la. Mais uma vez, foi desenvolvido um amplo plano de ação que implicou em estender a parada até novembro de 2017, a fim de executar os ajustes necessários com segurança para trabalhadores, vizinhança e meio ambiente. "Durante os 154 dias em que a indústria ficou sem produção, foram mantidos os compromissos existentes com fornecedores, e não houve demissões de pessoal. Desde dezembro do ano passado, a empresa passou a operar com sua capacidade plena", afirma. Devido a essa parada de manutenção, 2017 foi um ano atípico para a CMPC, o que explica a redução da sua receita líquida, que caiu de R$ 2.351.397.000,00 para R$ 2.020.177.000,00.

Perspectivas positivas

Com a expectativa de retomada do consumo dos brasileiros, o papel caminha junto com perspectivas positivas. A capacidade de produção tem espaço para atender a uma demanda maior de papel imprimir/escrever e papel cartão. Além disso, o consumo está passando por uma fase de transição, já que o público busca por produtos com valor agregado. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) , embalagens é o primeiro segmento a sentir esse movimento, pois acompanha quase todos os produtos consumidos, inclusive os de primeira necessidade. Há uma grande preocupação com o desenvolvimento e a valorização das embalagens como um produto sustentável, o que abre portas para inovação, por exemplo.
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