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Comércio exterior

Notícia da edição impressa de 01/06/2018. Alterada em 31/05 às 20h22min

Brasil fica isento de tarifa de aço, mas alumínio será taxado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que vai impor tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados de países da União Europeia (UE), do Canadá e do México, seus parceiros no Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira. Brasil, Argentina e Austrália continuam isentos das tarifas de aço, mas o Brasil não aparece na lista dos países que continuam isentos da taxa do alumínio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira que vai impor tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio importados de países da União Europeia (UE), do Canadá e do México, seus parceiros no Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). As novas tarifas entram em vigor nesta sexta-feira. Brasil, Argentina e Austrália continuam isentos das tarifas de aço, mas o Brasil não aparece na lista dos países que continuam isentos da taxa do alumínio.
Alguns dos países atingidos estão entre os maiores parceiros políticos dos Estados Unidos. A razão apontada pela Casa Branca para a imposição das tarifas foi "proteger a segurança nacional dos efeitos do excesso de oferta global de aço e de alumínio".
Nesta quinta-feira, o governo norte-americano disse que tentou negociar com alguns países para rever pontos que considera prejudiciais à segurança nacional, mas ressaltou que não obteve resultados em todos os casos. O anúncio do secretário do Comércio, Wilbur Ross, deve abalar a reunião dos ministros das Finanças do G-7, que acontece no Canadá.
O México já anunciou que vai adotar represálias comerciais, enquanto a UE deve explicar suas ações nas próximas horas. Ross afirmou à imprensa que as negociações com a UE não alcançaram um acordo satisfatório para convencer Washington a manter a isenção das tarifas anunciada em março.
Em relação a Canadá e México, as negociações para revisar o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) "estão levando mais tempo que o previsto e não existe uma data precisa" para a conclusão. Por este motivo, as isenções dos dois países serão eliminadas.
O anúncio foi confirmado formalmente em um decreto do presidente Donald Trump. Apesar de semanas de conversações com os colegas da UE, Ross disse que os EUA não estavam dispostos a cumprir com a demanda europeia de que o bloco permaneça "isento de forma permanente e incondicional às tarifas".
"Tivemos discussões com a Comissão Europeia e, apesar de alguns progressos, não chegamos a um ponto que justificasse continuar com a isenção temporária ou ter uma isenção permanente", disse Ross. O secretário do Comércio minimizou as ameaças de represália dos países afetados e disse que as negociações podem prosseguir, inclusive durante a disputa, para tentar encontrar uma solução.
No dia 30 de abril, um acordo com a Coreia do Sul foi fechado sobre a questão da tarifa sobre o aço, e nesta quinta-feira foram confirmados os acordos com o país e com a Austrália, a Argentina e o Brasil.