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Agronegócios

29/05/2018 - 13h06min. Alterada em 29/05 às 17h40min

Com abate suspenso no RS, estabelecimentos fecham por falta de carne

Situação atinge especialmente pequenos comércios, como a casa de carnes no bairro Santana, na Capital

Situação atinge especialmente pequenos comércios, como a casa de carnes no bairro Santana, na Capital


FREDY VIEIRA/JC
Paulo Egídio
A paralisação dos caminhoneiros já afeta substancialmente o setor de carne bovina no Estado. Com o abate paralisado nos nos cerca de 50 frigoríficos associados ao Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), o produto já não é encontrado em alguns estabelecimentos e deve ter a escassez ampliada a partir desta terça-feira (29).
A paralisação dos caminhoneiros já afeta substancialmente o setor de carne bovina no Estado. Com o abate paralisado nos nos cerca de 50 frigoríficos associados ao Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), o produto já não é encontrado em alguns estabelecimentos e deve ter a escassez ampliada a partir desta terça-feira (29).
A situação atinge especialmente pequenos comércios, como a Casa de Carnes Elite, do Bairro Santana, que fechou as portas por falta de produtos. Um cartaz na porta do açougue diz que o estabelecimento diz que está sem mercadorias devido a greve dos caminhoneiros e que retomará as atividades assim que a situação foi normalizada.
Conforme o diretor-executivo do Sicadergs, Zilmar Moussalle, os consumidores de Porto Alegre devem começar a sentir com mais profundidade a falta da proteína animal nesta terça. “Os supermercados de ponta estão desesperados atrás de carne. A falta deve começar ainda hoje”, estima Moussalle. Segundo ele, os açougues estão em situação semelhantes, já que compram em quantidades menores.
De acordo com Moussalle, não há mais atividades nos frigoríficos desde a última quinta-feira (24). “Ainda não se perdeu nenhum animal, mas, em três dias, deixamos de abater cerca de trinta mil cabeças”, destaca o dirigente. Além do desabastecimento, o setor enfrenta dificuldades na retirada de resíduos dos abates realizados da última semana.
Pelos cálculos do diretor do Sicadergs, cada animal representa um ganho de R$ 2,7 mil, o que representa um prejuízo de aproximadamente R$ 81 milhões até esta terça-feira (29), ampliado pela falta de arrecadação de tributos relativos à atividade.